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Baile de máscaras 2

12 March 2010 13 comentários

Por Tatiana Monteiro em Devaneio digital

Olá, queridos amigos do A&C, tudo bem com vocês?

Em dias corridos por aqui, mas hoje venho trazer aqui na coluna um devaneio meio louco, algo mais surtado…  Ah, não me esqueço nunca de agradecer os carinhosos comentários de vocês, muito obrigada, sempre me emociono com as palavras de todos!

E hoje com vocês:  o Baile de máscaras 2 e até a próxima semana, amigos!

Quem quer ter muita gente ao seu redor fica sozinho no fim da festa.

fim Apagaram-se as luzes, fecharam-se as cortinas…

O choro incontido de quem ficou no palco das ilusões confunde-se com os aplausos entusiasmados pela mostra do talento de outrora.

A busca incessante pelo estrelismo ao sair de um anonimato de forma não muito agradável é assim: altos e baixos. Alcança-se o céu e a queda é brusca, violenta.

Ao mesmo passo que há milhares de pessoas ao seu redor, a multidão dissipa-se tal qual tempestade de areia no deserto, pois o trabalho traçado com linhas de crueldade não se mantém em pé. Desmantela-se e cai aos olhos de todos a máscara no palco da ilusão criada para uma farsa mal-feita e sem fundamento.

Uma trama subdesenvolvida com cara de arquitetura gótica tendendo a tragédias pensadas com detalhes ricos em alfinetadas para incutir a dúvida nos corações alheios de trabalhos sérios desenvolvidos com amor e dedicação não sobrepõe-se por muito tempo diante de nossos olhos.

O silêncio é uma boa resposta para ilustrar tamanho desplante, mas um tapa sem mão sem dúvida faz com que a máscara caia diante de sua própria plateia que antes aplaudia pelo talento incontestável de articular um papel único e inconfundível e agora aplaude a queda antes já prevista, pois quem planta discórdia… Um dia a casa cai!

Farsa, trama… Tudo mal-feito causa trauma… Em quem planejou e caiu na própria teia!

A resposta vem em silêncio, de mansinho…

Acabou a festa e os aplausos agora não são mais para o artista desmascarado que não sabe o que encontrará ao atravessar a porta de sua desilusão, mas para a pessoa da última fila que tinha sido ultrajada e açoitada sem precedentes.

Quem muito quer, nada tem…

13 comentários »

  • DJ Mynno disse:

    Cheguei primeiro de novo!!!

    Verdades… verdades…verdades!

    emocionante texto! parabéns

    beijos

    DJ Mynno ( versão muito apaixonado)

  • Paula Jácome disse:

    Chiquérrima!

  • Taty disse:

    Lindo!!!!!

  • Su disse:

    Tati,

    vc consegue mais uma vez me deixar sem palavras, pois todas elas já foram espalhadas aqui… Um pouco de dor, um pouco de decepção e tantos outros sentimentos que outrora toma conta de um coração que teme algo ou que talvez nem teima nada. Os sentimentos estão expostos e em silêncio estou te aplaudindo!!

    Muito lindo again!! rs

    Beijos no seu coração!!!!^^

    Te adooro mocinha querida!!!

    #tatudesmiolado!! :D

  • Rosana/Roaninna disse:

    LINDO !!!! Verdadeiro e emocionante !!!!
    Amote !!!

  • Diniz Neto disse:

    Quem muito quer nada tem. Verdade e verdade!
    Muito bom.

  • Christiane Angelotti disse:

    Adorei!Muito bom e muitas verdades… diria que é uma crônica fábula.

  • Hélia disse:

    Pois é, amora…

    A verdade sempre aparece e nada fica oculto por muito tempo… Mentiras, falsidade, farsas… tudo é descoberto…

    Cada um planta o que colhe e tem o que merece!!

    Nossas mãos podem ser usadas para agredir ou para acariciar, para destruir ou para criar… depende de cada um de nós… somos resultado das escolhas que fazemos!

    Parabéns, Tati!

    Vindo de vc, que mais poderia ser? Perfeito!!

    Beijooss!!

    Te adoro!!

  • Enluarada disse:

    Maravilhoso seu texto!

    Sim, quem muito quer, nada tem, principalmente se o autor desse querer tiver objetivos e intenções egoístas e escusos. Nada como quem sabe aproveitar as oportunidades da vida sem usar outros como degraus, sem pisotear sentimentos e princípios éticos. Aquele que quer, de coração, apenas usar seu talento para alegrar e ajudar outros, passa a ter muito como consequência. Se não, um dia a máscara sempre acaba caindo, em público, da forma mais constrangedora, porque quem semeia, colhe!

    Beijos de lua, amei teu texto!

  • Jéh disse:

    Oi Tati,esse textos do Baile de máscaras estão virando uma minisserie,e eu adoro todas!!!
    Esse texto ficou fantástico!
    Beijos

  • Sandra Cajado disse:

    Quando nasceu esse filho de surto(O texto)eu fui umas das primeiras a ler,e autorizei a postagem do mesmo,afinal a coluna devaneio digital é muito especial e a Tati tem uma maneira muito pecualiar pra escrita,pois tudo nessa vida tem a lei da semeadura,quem planta bondade,colhe bondade,quem planta discordia,colhe discórdia,quem planta amor,colhe amor.
    A lei do retorno é certa na vida do ser humano,por isso eu achei super interessante o esboço do texto.

    Acabou a festa e os aplausos agora não são mais para o artista desmascarado que não sabe o que encontrará ao atravessar a porta de sua desilusão, mas para a pessoa da última fila que tinha sido ultrajada e açoitada sem precedentes.

    A Resposta veio,e bem de mansinho!

    Obrigada Senhor,pela tua benção!!!

    Parabéns Tati.

  • César Gonçalves disse:

    Minha querida #tatuchefa :-)

    como sabe eu amo seus textos pois com eles cresço e minha alma bebe sabedoria :-) , este seu texto fala de um realidade triste em que eu recuso aderir, não ponho mascara para nada desta vida :-) , sou como sou para o bem e para o mal, digo o que tenho a dizer e por vezes sigo em frente, mas nunca serei acusado de ter máscara e apunhalar costas, isso nunca e não gosto de quem o faz, não somos obrigados a gostar de toda a gente ou todos ter-mos as mesmas ideias, mas devemos ser intlectualmente honestos e claros, nunca jogar no escuro e á traição!

    existe uma história sobre isso que amo e define muito a sociedade hoje, vou fazer copy aqui para vocês lerem pois não sei se conhecem :-) !

    Conta uma lenda que, certa vez, uma serpente começou a perseguir um pobre pirilampo.

    Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir.

    O pirilampo fugiu o primeiro dia, fugiu o segundo dia e nada da serpente desistir.
    No terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à serpente:
    - Posso fazer-te três perguntas?
    - Não costumo abrir esses precedentes para ninguém, mas já que te vou devorar mesmo podes perguntar – disse a serpente.
    - Pertenço à tua cadeia alimentar?
    - Não – respondeu a serpente.
    - Fiz-te algum mal?
    - Não – continuou ela.
    - Então, por que é que tu queres acabar comigo?
    - Porque eu não suporto ver-te brilhar – disse, finalmente, a serpente.

    explica né :-) ?

    beijo no seu coração

  • Glenda Dias disse:

    Lindooooooooooo!
    Que caiam as máscaras;
    Que a maquiagem borre;
    Que sobre a essência;
    O despir de tudo;
    A alma;
    O Eu mudo;
    O silêncio gritante!

    Bjos, cachinho!

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