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Uma São Paulo que nunca morre…

27 August 2010 10 comentários

São Paulo desprende-se entre tantos olhares, pintando diversas formas de paisagens em que todas as janelas se abrem a partir de situações diversas. Quando o vento balança as cortinas, alguns olhares se perdem em meio ao vento e tantas outras teorias misturam-se em diversas situações, em que luzes parecem ofuscar a paisagem que corre solta lá fora, como noites de outonos numa maratona sem obstáculos.

Quando se vive dentro da cidade, fica mais difícil perceber suas belezas e linhas tortas com a completude necessária a um poeta. As palavras adquirem uma sonoridade comum, quase imperceptível diante do barulho proporcionado pelo turbilhão das ruas.

Tijolos e cimento se misturam em uma complexidade sem igual, tecendo a velocidade voraz de um cotidiano que não cessa nunca.

Mas… se a cidade se permite receber seus visitantes em grande estilo, sem abdicar de sua correria, mas agregando diferentes culturas a um cenário nada unificado, os versos ganham mais sentido e oferecem voz a um sentimento anteriormente tomado pelas sombras.

Enquanto isso, os sentimentos se misturam e lá do alto os prédios brincam de estrelas numa imensidão que aparentemente adormece num horizonte tão distante. E eis que, em algum momento, surge a saudade da areia sob os pés, e então brinca-se de fingir em aromas e cores…

E quando cores abstratas revelam  sentimentos focados em sensações pessoais, a tradutora pseudoartista da tal obra (que somente ela entende) sorri, porque agora o abstrato se tornou concreto e dividiu essas sensações com jovens poetas que usam a liberdade das cores.

São as diferentes formas de olhar a selva de pedra, externando diversas maneiras de ver a vida. É observar o cotidiano marcado num vai e vem de pessoas em meio ao mundo louco, onde o saxofonista toca sensibilidade de poucos e artistas da alma param para apreciar a canção além de fronteiras, raça ou cor.

É o real bagunçando o imaginário de cores que se mesclam entre letras, que mais parecem vielas sem encontros…

A menina do chá trouxe na mala o sabor do outono muitas vezes esperado e contagiou a todos com sua forma cítrica e silvestre de frutas vermelhas. Enquanto isso, ela, a menina da coca-cola, nos contagia com sua terapia gostosa e sorriso marcante, em que o doce da vida nos preenche a cada momento.

Ela, a menina das telas e pincéis, se delicia numa boa xícara de café e se perde nos devaneios nas lindas histórias reais de três lugares diferentes e três almas distintas unidas num só propósito: a arte de ser feliz!

E num céu sem nuvens onde a lua e as estrelas enfeitam a paisagem que nunca se repete, descobrem-se todos os olhares diante da mesma paisagem. São cores misturadas em outonos e estações de uma tela que a cada dia torna-se única.

É como olhar a paisagem lá fora se transformando entre o ontem e o agora. Coisas de olhares distintos que brincam de poesias inventadas numa tarde em que a estação fria grita formas quentes, contradizendo e virando ao avesso as coisas que pareciam inócuas.

Encontros e sentimentalidades de uma São Paulo que nunca morre…

Por Sandra Cajado, Suzana Martins e Tatiana Kielberman

10 comentários »

  • Anonymous disse:

    Twitter Trackbacks…

  • Taty disse:

    É uma honra poder tecer certos versos ao lado de almas tão iluminadas e cheias de vida!!!

    Privilégio maior ainda é observar os contornos da cidade grande na companhia incomparável de quem transforma o virtual em real!

    Com certeza, uma experiência única… só quem viveu pode saber o tamanho do significado que isso teve para nós!

    Que bom poder compartilhar pelo menos uma centelha deste momento fantástico!

    Beijos a todos!

  • Suzana Martins disse:

    São Paulo e todas as suas tendências, São Paulo e todos os olhares dentro de um só que simplesmente encontra-se entre tantas outras paisagens… Coisas de uma São Paulo que encanta, que dança e que dança entre luas, estrelas e sonhos….

    Simplesmente São Paulo e todos os seus olhares!!

    Ah, São Paulo…

    Adorei todos os olhares, obrigada pelos olhares!!

    Beijos meninas

  • Sandra Cajado (author) disse:

    Melhor do que olhares trino sobre a cidade das luzes é a reunião entre vícios de chás,café e coca-cola com meninas poetas entre cores e papéis.

    Impagável sensação e feliz momento vivenciado e jamais esquecido.

    Amo!!!

    Saudades antecipadas!

  • clarinha disse:

    bom poder tê-las aqui juntinho e curtir cada momento de arte pura com tamanha conexão.
    Post belíssimo e visão maravilhosa.
    Adoreiiiiiiiiiiiiiiiiii. Parabéns à todas.
    Bjo no coração.

  • Tuka disse:

    Sentimentalidades, desejo, dança e cores, arte, formosura, cultura, cumplicidade, respeito, amizade, riso e lágrimas, coração puro……..

    MEU BRASIL BRASILEIRO!!!!!!!!!!!

    Creio que essa noite foi mais do que especial, foi mágica!
    Não tenho como escrever e descrever aqui o turbilhão de emoções, a adrenalina, Paris, que está aqui dentro de mim! Meu deus, que presente foi esse!!!!!!!!!!!!!

    A minha preciosa Taty, cumplicidade
    A minha pequena-grande Sandrinha, respeito
    A minha bonequinha Su, alegria
    As três, meu coração!

    Obrigada por tudo!
    bj grande
    do tipo mega blaster ultra grande de gigante mesmo
    Tukinha
    :-)

  • Cesinha disse:

    Minhas lindas do coraçao :-)

    que maravilhoso texto feito por um trio raro de Mulheres de grande coraçao e visão de Alma, quero dizer que muito eu ouvia falar do Brasil, que era o país da Alegria :-) , hoje conheço a alma do Brasil e digo, Brasil ér muito mais que isso, Hoje eu digo, minhas raizes são portuguesas e disso tenho orgulho, mas com certeza minha alma é Brasileira, amo o país e as pessoas :-) ! amei essa visão de S.Paulo :-) …Dezembro vem logo :-) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Beijo no coraçao de voces :-)

  • Carmen Eugenio disse:

    Linda meninas, essa homenagem à cidade de São Paulo!!!

    Essa metrópole guarda muito encanto!!!

    Parabéns!!!

  • Denison Mendes disse:

    três lindas flores a despertar sensibilidade na concretude que arranha o céu… eis que se aproxima a primavera…
    beijos para ao trio.

  • Hélia disse:

    Meus três amores…

    “… nos devaneios nas lindas histórias reais de três lugares diferentes e três almas distintas unidas num só propósito: a arte de ser feliz!”

    Creio que o céu de São Paulo ficou mais bonito nesse dia, e quando as luzes se acenderam foi como se a cidade agradecesse a honra – invejável! – de poder ter vocês três ao mesmo tempo…

    Beijos, com amor!

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