<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Sandra Cajado  Arte &#38; Cultura &#187; Luis Lima &#8211; Arrumador de Palavras</title>
	<atom:link href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://sandracajado.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Jan 2012 17:24:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Velhos Nós</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2011/09/09/velhos-nos/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2011/09/09/velhos-nos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 16:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luis Lima - Arrumador de Palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sandracajado.com.br/?p=8445</guid>
		<description><![CDATA[Tudo que eu sei é quase nada
mas quase nada vale mais que qualquer omissão
ninguém desata os velhos nós tão pouco explica quem somos
clamamos pelo céu para fugir do inferno
e nem percebemos que o inferno vai aonde quer que se vá
inferno esta em cada um de nós

 Luis Lima]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por<a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/"> <strong>Luis Lima</strong></a> em <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de Palavras</strong></a></em></p>
<p><code><script>(function(d){
  var js, id = 'facebook-jssdk'; if (d.getElementById(id)) {return;}
  js = d.createElement('script'); js.id = id; js.async = true;
  js.src = "//connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=167498469992455&#038;xfbml=1";
  d.getElementsByTagName('head')[0].appendChild(js);
}(document));</script></p>
<div class="fb-like" data-href="http://sandracajado.com.br/2011/09/09/velhos-nos/" data-send="false" data-layout="box_count" data-width="450" data-show-faces="true" data-font="arial"></div>
<p></code>
<p><code><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://sandracajado.com.br/2011/09/09/velhos-nos/" data-text="Velhos Nós por @poetaluislima em &quot;Arrumador de Palavras&quot; no #Arteecultura" data-count="horizontal" data-via="SC_Arteecultura">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></code></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><em>Velhos nós</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="velhs nós" src="http://i53.tinypic.com/nz57yg.jpg" alt="arrumador de palavras" width="367" height="274" /></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em><strong><em>Quanto tempo ainda temos antes do fim<br />
e quem sabe a mágica dessa tal felicidade<br />
falsa é a minha carne meu abstrato é arte<br />
falso são os homens e real é só o que se vê<br />
a verdade caminha em paz com a mentira<br />
a quem devemos pedir perdão </em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Quem pode nos perdoar senão nós mesmos </em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Tudo que eu sei é quase nada<br />
mas quase nada vale mais que qualquer omissão<br />
ninguém desata os velhos nós tão pouco explica quem somos<br />
clamamos pelo céu para fugir do inferno<br />
e nem percebemos que o inferno vai aonde quer que se vá<br />
inferno esta em cada um de nós</em></strong></p>
<p style="text-align: center;" align="left"><em><strong> <a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/">Luis Lima</a></strong></em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Leia Também:</p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Barganhão uma terra de</strong><br />
<strong> Oligarcas, filhotes e puxa sacos</strong></h4>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="../2011/07/15/barganhao/">Tomo I</a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="../2011/08/12/barganhao-tomo-ii/">Tomo II</a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://sandracajado.com.br/2011/08/26/barganhao-uma-terra-de-oligarcas-filhotes-e-puxa-sacos-%E2%80%93-tomo-iii/"><strong>Tomo III</strong></a></p>
</blockquote>
<p><code><script>(function(d){
  var js, id = 'facebook-jssdk'; if (d.getElementById(id)) {return;}
  js = d.createElement('script'); js.id = id; js.async = true;
  js.src = "//connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1";
  d.getElementsByTagName('head')[0].appendChild(js);
}(document));</script></p>
<div class="fb-comments" data-href="http://sandracajado.com.br/2011/09/09/velhos-nos/" data-num-posts="2" data-width="600"></div>
<p></code><code><!-- AddThis Button BEGIN --></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style ">
<a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a>
</div>
<p><script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=xa-4e6a33dd5f2228b6"></script><br />
<!-- AddThis Button END --></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sandracajado.com.br/2011/09/09/velhos-nos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Barganhão uma terra de, Oligarcas, filhotes e puxa sacos – tomo III</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2011/08/26/barganhao-uma-terra-de-oligarcas-filhotes-e-puxa-sacos-%e2%80%93-tomo-iii/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2011/08/26/barganhao-uma-terra-de-oligarcas-filhotes-e-puxa-sacos-%e2%80%93-tomo-iii/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 15:14:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luis Lima - Arrumador de Palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sandracajado.com.br/?p=8336</guid>
		<description><![CDATA[Por Luis Lima em Arrumador de Palavras


Tweet
Barganhão uma terra de,
 Oligarcas, filhotes e puxa sacos – tomo III

Episódio: Extra, extra, mesa de sinuca, muita tração pra pouco asfalto!
 Barganhão a terra das trincheiras, buracos e outros adereços.


Barganhão, terra dos buracos das mil e uma utilidades. Há mais tração do que asfalto no reinado! E se for contar que o pouco asfalto ainda divide lugar unha-a-unha encravada com os buracos, aí é que o negócio fica que nem cava que a cova é mais embaixo. E a festa tá pra começar&#8230; ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/"><strong>Luis Lima</strong> </a>em <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de Palavras</strong></a></em></p>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=167498469992455&amp;xfbml=1"></script><fb:like href="http://sandracajado.com.br/2011/08/26/barganhao-uma-terra-de-oligarcas-filhotes-e-puxa-sacos-%E2%80%93-tomo-iii/" send="false" layout="box_count" width="450" show_faces="true" action="like" font="arial"></fb:like></code><code><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://sandracajado.com.br/2011/08/26/barganhao-uma-terra-de-oligarcas-filhotes-e-puxa-sacos-%E2%80%93-tomo-iii/" data-text="Barganhão III por @poetaluislima em #Arrumadordepalavras no #Arteecultura" data-count="horizontal" data-via="SC_Arteecultura">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></code></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Barganhão uma terra de,</em></strong><br />
<strong><em> Oligarcas, filhotes e puxa sacos – tomo III</em></strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Episódio: Extra, extra, mesa de sinuca, muita tração pra pouco asfalto!</strong><br />
<strong> Barganhão a terra das trincheiras, buracos e outros adereços.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Baraganhão" src="http://i52.tinypic.com/oiyyxy.jpg" alt="" width="345" height="338" /></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Barganhão, terra dos buracos das mil e uma utilidades. Há mais tração do que asfalto no reinado! E se for contar que o pouco asfalto ainda divide lugar unha-a-unha encravada com os buracos, aí é que o negócio fica que nem cava que a cova é mais embaixo. E a festa tá pra começar&#8230; De resto, só resta um bolo de merda pra quem não fede nem cheira, e ainda é chegado em velhinho que distribui leitinho da sua fazenda de graça na merenda; e depois manda a conta pro “Fundo Leso Afundo Nosso Bolso”. Ah, esses velhinhos deviam largar o osso&#8230; Mas, voltando para as trações&#8230; Nunca na história de nenhum outro reino se viu tantos tracionados do ano; tudo novinho circulando pela prestação de juras galopantes de um amor bandido; um amor Mamado Confins, daquelas juras de sanguessuga; juras que amam e ao mesmo tempo lesam sem condolências. Aquelas que não se tratam de ser de um amor verdadeiro. Aquele amor sem fim e, sim, aquelas que tratam de dar fim no amor. Bem do tipo daquelas novelas dramalhões meximaianos que a Rede-mídia copia a rodo.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro dia diversos grupos de turistas de Varandeiro Parandor ficaram perplexos com a quantidade arrojadamente, crescentemente, final das frotas de tracionados nacionais e importados que trafegavam por Barganhão. Alguns barganhenses tinham em moda de boca um jargãozinho muquirana que dizia: “frota pra mim é mais de dez”; o que causou uma inveja de causa casual nos hermanos Varandoeiros, pois, ainda que as suas frotas de tracionados velhos fosse o fino trato, ver tanta tração nova era de encher os olhos! Mas, o que eles não sabiam, também, é que nos barganhenses o que enchia eram outras causas nas pernas das calças, como as diversas cauções que conformavam uma consolidada dívida de banco; que muitas vezes levam ao banco da praça, que nem a tal musiquinha; aquela mesmo, que a Rede-mídia, com seu chá de ferrugem para arruelas de cérebro em tela curta da pane de curto, fez uso para ganhar grande parte da grana dos endividados barganhenses; sempre lesados, porém, distintamente tracionados&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Na terra dos mil e um ditados é batata pra nascerem uns pezinhos muquiranas de ditadinhos ingratos! Por isso mesmo é que o fiel escudeiro das massas oprimidas, o sagaz paladino J. Spolleto, costumava espalhar por todos os cantos dos varais suspeitos de barganhas os miraculosos santinhos do grande mestre e sábio profeta Kuskuskintê, que sempre usou suas linhas para travar uma ferrenha luta contra os tais discursinhos medonhos de: “se o demo gosta, nóis há de gostar também, e deixa com a gente que a gente somos da moda; nóis tá de bobe, mas nóis tá ligado; a gente tamos na mídia do cabaré, porque o que é bom pra todo mundo é sempre o que o demo gosta, e assim que nóis pegar fogo, a gente saímos correndo pra rede de deus, uma dívida a mais ou a menos, não há de ser nada pra quem já esta endividado até o pescoço mesmo.”</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, mãezinha como é tão bela a vista das outras janelas! Mas fecha a fresta depressa, que cheiro ruim vem de festa&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Bem amigos da rede do balanço das bolas, todo cuidado que o saco é pelado e o frio seco congela&#8230; Por se tratar de um reino de paz, Barganhão nunca travou guerra com os reinos vizinhos, e sempre adotou a velha política da boa vizinhança: meto o dedo em ti porque posso; política esta, que só não era adotada com a não vizinha Amegéra Yankee, pois essa é o dedo e o umbigo do mundo inteiro e coisa boa só passa nela&#8230; E se é pra falar de coisa boa pra os afiliados da seita quantitativa, Barganhão tá dentro; e dentro, é dentro mesmo, no sentido real da palavra&#8230; bem assim completamente afundado, numa postura de quero todo seu clero&#8230; Ah, como eu quero, posso pecar pelos poros, mas, quero-quero, ai como te quero bem&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, deixando as babas, as dedadas de lado e esse lero-lero furado&#8230; é justamente por isso que Barganhão se transformou no reino do esconderijo da cratera dos poros, uma verdadeira zona de buraco! Tem buracos suados pra todos os lados de todos os tipos e gostos! Buraquinhos mesa de sinuca; buracos sovaco de Casteleta; também, os famosos buracos trincheiras-agasalhos de rodas; e o mais novo lançamento, o ultra buracão cratera dos abraços nas trações ilimitadas! Outro dia qualquer, dois transeuntes barganhenses juraram, nos pés ajuntados de “Zé Maria”, que viram sete orientais entrando, clandestinamente, em Barganhão por via do mesmo buraco que engoliu uma ultra-tração de marca “Arromba-tsunami”, ou sei lá se era uma “Trazoutra-marola”, tudo marolinha, o que não vem ao caso&#8230; pois, o que interessa é que se trata, justamente, de um buracão cratera do fundo profundo; aquele que “caiu aqui e saiu do outro lado do mundo”! Tudo, sem o menor constrangimento! Um fato que causava revolta em outras etnias pela tamanha facilitação medonha de muro baixo das baixas fronteiras só pelo lado oriental, coisa igual a como que nem dançar quadrilha sob as leis do Centro Distrital Tração das Barganhas! Tudinho, em virtude da falta total de aparatos da força bruta à base de terrorismo psicológico, sem cobertura de tratamento pelos planos de saúde; ainda que contasse com a benevolência do sus-atentado federal poder e fora do alcance de qualquer Maria, fosse do ira já, pagando ou de graça; ou, nem mesmo, as de joelho nas escadas da penha; o que acarretava a sinistra trilha do sinistro seriado: “trilho por fora da lei &#8211; dei bobeira, me lesa que eu gosto”; das organizações, trato sem trato, contrato mas não pago. Tudo, num plim plim mágico da máscara do mister mascarado, porque a do zorro não esconde porra nenhuma! E conta com a gente, que a gente é dez, sem desconto! E se a gente não arruma por aqui, a gente importa de Sartana dos States!</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o eterno girar de um círculo giratório vicioso, contabilizado pela globalização do mundo ácido letal contra o bolso da classe operária lenta; quase parada! O que gerava aquela revolta da gota aguardente, da quina sem prêmio, revolta de gíria rubra não das negras, mas, das tretas; revolta do revolucionário camaleão, o caleidoscopiano colorido das minorias, o incansável lutador pelas vias de esquerda, o grande defensor dos fracos operários, o mago dos magros; aquele que desconhece o medo de ter medo, camarada, companheiro: J. Spolleto, com seu cruzado contra grilos de gritos caretas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, bate-me daqui ou me bate de lá, que eu te capo com a capa do batman da butman&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Uma estória era contada “à boca pequena”, dessas que juram que nunca dizem nada, no quarto canto excluído de Barganhão, sobre um arrebatamento brutal de J. Spolleto contra o grande empresário do ramo das trações Mamando Confins. Pela primeira vez se viu o paladino perder a sua intitulada calma para um feroz ataque ultra-fumegante com esquerdos disparos de cuspe; pois J. Spolleto jamais andava armado, senão da sua língua dançarina super afinada contra o crime. E era justamente contra isso que fedia aos três cantos do reino de Barganão, que o paladino da justiça esbravejava.</p>
<p style="text-align: justify;">Tratava-se do famoso golpe “catração de segurança”, lesa o operário que leva a tração e em seguida é seguido de perto pela segurança de catraca, empunhada de documentação seguradora que assegura por desvio de lei o direito de propriedade da transação. Um golpe de milhões, dinheiro para casta dos afiliados da seita quantitativa, e milhos em milhas de milhos para classe trabalhadora. Era tanto dinheiro que corria sem segurança nas mãos dos asseguradores da segurança, que ninguém entendia quem segurava nada ou quem nadava segurando tudo. Tão pouco sob o sacro direito das leis adquiridas para o desenvolvimento das bolinhas de melecas feitas a dedos leves de mãos ágeis, contra ou a favor das biodiversidades locais, sazonais ou não, para o nosso São João&#8230; Cozinha e assa o milho que o povo chupa o sabugo todo sem cuspir veneno!</p>
<p style="text-align: justify;">E discurso vai, discussão vem, foi que o fato crucial se deu quando J. Spolleto fechou o cerco sem cerca de choque pra cima das tropas de elite do empresário Mamando Confins, sempre de lucro assegurado e fácil; usando o seu ágil cruzado de esquerda das partes de baixa seguradora, foi uma seqüência fora do jogo de buraco de Jonh Casteleta. Era bog-sim e outro bog também, e foi tanto bog que Mamando Confins acabou mamando sem mamadeira, pelo menos uma meia dúzia de seis dentes, e que o marmanjo quis dar a entender que eram de leite; mas que J. Spolleto fez questão de provar o contrário, comemorando a parcial vitoria com um puro e forte café expresso com direito a longas baforadas no seu legítimo charuto la havana del Cuba; justamente na cantina do Centro Distrital Tração das Barganhas, que desde de então passou a passar por uma sinistra sindicância do herói paladino das minorias sem tração.</p>
<p style="text-align: justify;">E restou a Mamando Confins a recuperação dos dentes perdidos, assobiando na cana à moda de samba do poeta da noite, mestre Batista (Oh, meu nego onde anda você?).</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>E Musiquinha neles Barganhão&#8230;</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>“siricutrico, sacatraca do urubu</strong></em><br />
<em><strong> siricutrico, nacatraca do urubu</strong></em><br />
<em><strong> ela brigou comigo</strong></em><br />
<em><strong> falou que ia dar pros cachorros comer</strong></em><br />
<em><strong> e eu fiquei apavorado sem saber o que fazer,</strong></em><br />
<em><strong> eu tava debaixo do pé de jaca</strong></em><br />
<em><strong> a esperar jaqueline quando a jaca caiu</strong></em><br />
<em><strong> já que caiu é minha, oh! no, se a jaca caiu é minha</strong></em><br />
<em><strong> já que caiu é minha, oi! yes, se a jaca caiu é minha</strong></em><br />
<em><strong> siricutrico&#8230;”</strong></em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Leia Também:</p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Barganhão uma terra de</strong><br />
<strong> Oligarcas, filhotes e puxa sacos</strong></h4>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://sandracajado.com.br/2011/07/15/barganhao/">Tomo I</a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://sandracajado.com.br/2011/08/12/barganhao-tomo-ii/">Tomo II</a></strong></p>
</blockquote>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:comments href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/" num_posts="2" width="600"></fb:comments></code><code><!-- AddThis Button BEGIN --></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style ">
<a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a>
</div>
<p><script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=xa-4e56d6534eab0c95"></script><br />
<!-- AddThis Button END --></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sandracajado.com.br/2011/08/26/barganhao-uma-terra-de-oligarcas-filhotes-e-puxa-sacos-%e2%80%93-tomo-iii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Barganhão &#8211; Tomo II</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2011/08/12/barganhao-tomo-ii/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2011/08/12/barganhao-tomo-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 15:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luis Lima - Arrumador de Palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sandracajado.com.br/?p=8114</guid>
		<description><![CDATA[    Episódio: Extra, extra, o grande circo Mão-de-lona chega a Barganhão
    lamentando a triste ausência de Kidpalhaço e do Galogalante
    “o pau que rola é o esculacho ta um tititi no palácio
    o circo chegou no reinado trazendo animação
    veio até mico dourado, só não veio o galo e o palhaço
    kadê, kadê, kadê o palhaço as galinhas clamam pelo galo”

Leia também: Barganhão I
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <strong><a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/">Luis Lima</a></strong> em <strong><a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/">Arrumador de Palavras</a></strong></em></p>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://sandracajado.com.br/2011/08/12/barganhao-tomo-ii/" send="true" width="450" show_faces="false" action="like" font="arial"></fb:like></code>
<p>
<code><a href="http://www.tumblr.com/share" title="Share on Tumblr" style="display:inline-block; text-indent:-9999px; overflow:hidden; width:61px; height:20px; background:url('http://platform.tumblr.com/v1/share_2.png') top left no-repeat transparent;">Share on Tumblr</a></code>
<p>
<code><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://sandracajado.com.br/2011/08/12/barganhao-tomo-ii/" data-text="Barganhão - Tomo II  por @poetaluislima em Arrumador de palavras no #Arteecultura" data-count="horizontal" data-via="SC_Arteecultura">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></code></P></p>
<blockquote>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Barganhão uma terra de</strong><br />
<strong> Oligarcas, filhotes e puxa sacos – <span style="color: #993300;">tomo II</span></strong></h4>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="barganhão" src="http://i52.tinypic.com/oiyyxy.jpg" alt="oligarcas" width="349" height="343" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #993300;">Episódio</span>:</strong> <em>Extra, extra, o grande circo Mão-de-lona chega a Barganhão</em></span><br />
<span style="color: #000000;"> <em> lamentando a triste ausência de Kidpalhaço e do Galogalante</em></span></h3>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Pelos sábios provérbios do mestre Kuskuskintê, “o que o olho não vê a mão tateia para tirar algum tipo de proveito”. Pois bem, em terra de cego, todo caolho anda com óculos escuros espelhados e para dificultar ainda mais, se usa o moderno tripé com três lentes para despistar qualquer tentativa de olho gordo, o que é muito comum em reinos como o de Barganão; ainda que a ausência do mesmo seja maquiada por índice de pesquisa de sebo encomendada pelo sistema fútil de comunicação ensebada, do tipo dessas que não correm de boca em boca e sim de “baba no saco que a mão coça”, mesmo assim, ainda não se pode vacilar quando se trata das artimanhas dentro do embalo da rede&#8230;<br />
Pois é, são nesses pré-conformes que o povo de Barganhão segue numa vidinha pacata de reino-quero-ser-grande, mas me sinto uma província! Tudo é autêntico para poucos, o resto são muitos amontoados fãs da unanimidade; algo mais ou menos assim: “a união faz a força e nós deita na rede pra fazer plim, plim”&#8230; e voltando a falar de rede, falemos dela mesmo, a famosa Rede-mídia, com seu chá de amansa neurônios e lesa o cérebro sem cera de piedade, aquela que do alto do morro “Suma-de-ré” fiscaliza todos os seus passos em ritmo de samba, nos seus, “tu-cuíca daí, tu-agogô-face de lá”; até porque o iogurte já tá passado demais&#8230; qualquer pedra-se-afilia; e quanto aos books, esse a rede queima tudo que é pra não ter prova de nada&#8230; Uma coisa é certa se é pra falar de incêndio por meio de conduta ilícita, a Rede-mídia tem larga experiência no ramo de fogos das queimas de roscas, principalmente de arquivos&#8230; &#8211; Ah! “tupi or not tupi” se tu falasses daí, nóis de certo que ia saber daqui&#8230; Quer saber! Pensando melhor, vamos largar isso de mão, deixa isso pra lá é como reza a lenda: “nesse buraco tem tatu tá tudo aqui nesse buraco”&#8230; porque muitas cabeças já rolaram por esses cala-bolsos e cala-bocas&#8230;<br />
Tudo e nada, essa vastidão toda de argumentos, são adjetivos para Baganhão! Nada é um ermo balaio de idéias manjadas que fica guardado de baixo do sovaco de um secretário qualquer para ser usado nas vésperas dos seus eventos sazonais. É por isso que tudo que acontece em Barganhão, seja de bom ou ruim, é logo copiado. Ainda mais se for coisa pequena, aí é que aparece pirata de todo tipo. Caso que se compreende com facilidade, porque se tratando de pirataria a Rede-mídia Barganhense arrebenta! Seja com musiquinha ingrata, etiquetinha da moda, furto à criatividade por enlatados importados de Sartana dos States, timinho de futebol, big baixaria entre, outras peculiaridades. É sempre assim e assim sempre será, pois tem quem diga que gosto é que nem tampa de caracu e cada um tem a sua, mas mau gosto, também! Diga-se de passagem, nos dias de hoje, dias de concorrências desleais, fica difícil de encarar sem ser lesado&#8230; E como a corrente é forte pra segurar o mar brabo, vem logo o grito de “pra frente que se anda”, “terra à vista”, ”olha o saco de barro, porra”&#8230; Vamos adiante, que navegar é preciso e o naufrágio é apenas uma circunstância eminente.<br />
Terras, terras e mais terras&#8230; assim é Barganhão. Uma terra de tração, de transação, um trato sem tratado num estirão das terras dos confins, com todos os tipos de fins, menos o fim de plantação. Um lugar que até pouco tempo atrás era o famoso ao ermo total, muita verba entrava, pouca merda saia; eram aplicações nos fundos perdidos que sempre encontravam certos bolsos vadios&#8230; Uma vadiação nas bolsas de valores que ficavam expostas nas vitrines de Sartana dos States, custando os olhos da cara! E que por se tratar de artigo pra poucos, só os poucos da seita quantitativa é que aplicavam nela. Mas, o que é bom lembrar também, é que personalidade nunca foi o forte de Barganhão. Era só alguém inventar uma merda que seja pelas bandas de Sartana dos States que os barganhenses se sujavam todos colocando em prática de cheiro. Era merda pra feder em doido do reto do demo ao cego ocular do crime! Um cego de mentirinha do clã das bufas anatômicas, já que a legião dos verdadeiros cegos, sem o menor ponto de vista possível e imaginário para os assuntos aleatórios do sistema planetário, “nosso cifrão”, deixava o setor de cúpula sem escrúpulos correr à solta. Um verdadeiro orgiário das redes.</p>
<p style="text-align: justify;">E era um corre pra Sartana daqui, era um corre pra Sartana de lá e os States só crescendo. Pense nisso! Pois é, pense na loucura que era a quantidade de sujeira que se acumulava debaixo dos tapetes furta-pérsia, dentro das urnas engavetadas dos arrojados dadores-de-ideias, vulgos engenheiros de obras prontas, que de forma ultralesiana mantinham brancos os seus elegantes colarinhos. Tudo na base “o que du’omo-limpia nem os capetas conseguem sujar”, tão pouco copiar&#8230; E por novamente falar em cópias, há de se lembrar de outro sábio provérbio do mestre Kuskuskintê que “em Barganhão nada se perde, tudo se transforma em cópia”. E cópia se copia nas mais avançadas máquinas copiadoras Jonh Casteleta: “se não copiar correto entra na fanta e dança na cangalha do varão-da-dor polonês”&#8230; Pois é! Tudo sob total repúdio de J. Spolleto que suava seu velho trombone sem vara, com sua velha e conhecida goela suave demi-seca, num incansável serviço do eterno grito de guerra, que só conseguia apoio através de um jornal paralelo pequeno, pequeno só na base&#8230; mas, um gigante pelas adjacentes intenções de sua prole contundente, única via de comunicação do paladino com a grande massa operária oprimida Barganhense, que por falta de tração e pela formação de um escuso cartel dos donos da combustão, seguia na banguela de boca vazia, sem a menor chance de alçar mão em algum dos projetos de insentivo pra papel de higiene monetária de uma tal famosa Lei da Ruasentê&#8230; aquela que não tem quase nada, que não tem nada, que não tem porra nenhuma para pobre&#8230; Aquela que só dá tesão pra quem não entende a piada, nem mais, nem menos e como já disse o poeta “toda rua tem um dono, os becos abrigam uns&#8230;”. Mas, o que já não é o caso do grande circo Mão-de-lona, vindo diretamente de Sartana dos States com um mega aparato em Lona-de-porrinha, aquela que sempre leva muito mas, só vem de mão vazia, especializada em ganho fácil do tipo “me junto com quem lesa pra não ser lesado”. Oh! Refrãozinho desgranhento&#8230; Isso dá até coceira, pega que nem praga da moléstia&#8230; E tudo com o famoso projeto de lei assinado pelo agente do ativo, ultra-secreto, dono do tesouro de Barganhão, que ninguém sabe o nome, ou acha que sabe, mas, finge não saber, lógico, senão não seria secreto. Ora bolas! E o que seria das novelas da Rede-mídia com os mesmos enredozinhos muquiranas&#8230; E ainda há quem lamba as bolas do saco do velho Casteleta&#8230; Buraquinhos de sinuca neles. Barganhão!</p>
<p style="text-align: justify;">Pra um reino pequeno como o de Barganhão todo acontecimento é um fato acontecido. Diferente de tudo&#8230; Então tudo passa a ser uma festa, e festa é sempre regada de musiquinha ingrata da boa, que toca cento e setenta e uma vezes por dia numa tal radio FM 51. Álcool assim de dar bafo quente, duma tal dupla de dois, que não tem lá uma banda larga, mas se vira com uma bandinha que toca todo dia de sol e toda noite de chuva, ou vise-versa, não necessariamente nesta ordem. O que alias, em se tratando de ordem, isso é uma coisa que Barganhão perdeu num tal quarto canto excluído. E olha, que mesmo diante de toda empolgação desse povo arretado de bom, podia-se notar uma triste ponta de desagrado. Justamente pela ausência de Kidpalhaço e seu disfarçado Galogalante. Uma famosa dupla de um dobrado em dois que, às vezes, não se sabia quem era quem. É que talvez, fosse por isso mesmo&#8230; A causa, o motivo maior para que as raparigas de Barganhão tivessem o terrível hábito de se comer na mão de banguela nas chapinhas dos cabelos alheios, tudo em virtude da falta de tração pela combustão maria-cana-da-roça. Eis a questão: o combustível, esse era o nome secreto de Kidpalhaço e seu Galogalante. Mas isso fica por conta da CEIA – Centro de Excelência em Investigação Alheia &#8211; do Sr Little Check in Home, aquele que emite o cupom, finge salvar o lesado, que já anda cansado de ser passado para trás. Mas, que na verdade divide a arrecadação com os afiliados da seita quantitativa, sempre o mesmo circuito vicioso que só entra em curto quando o pobre mete a mão, ironia maior é a Rede-mídia que disfarça num melancólico ditado a favor dos fracos e oprimidos, os mesmos que ela ajudou a afundar com seus programinhas “três, três passará, todos três vão se ferrar”, dia sim, outro também pra ficar grudado na cacholazinha. Ah, minha fada madrinha quem escondeu a sua varinha? Essa fada plim, plim, essa fadinha&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Falar da Rede-mídia é correr os riscos do cabaré&#8230; É uma mão na zona dali, outra mão na zona de lá que quando o filho nasce feio ninguém quer o compromisso, e bolas nos bagos que uma grande parte da mata atlântica já foi grilada, agora o olho da lente é na Asmazona&#8230; E voltando pra zona, ou seja, pra bem perto, olha nóis novamente em Barganhão&#8230; Era de conhecimento dos três cantos do reinado, que o grande circo Mão-de-lona sempre mantinha uma longa tradição de família: “nunca deixe a peteca cair no quarto canto excluído, contudo ninguém é insubstituível”&#8230; e tome com os bagos n’água! E bolas pra que te quero&#8230; Pois nesse caso não tinha como reverter a situação, nem mesmo contando com toda maestria malemolente da hábil astuta dançarina de pantalones das lendas de outros carnavais: “espelho, espelho meu”&#8230; A espetaculosa Lady-Gagadênce, que ainda sim, não se fez nem se foi capaz de encobrir os tons da famosa marchinha de outrora sazonais carnavais; que além de agradar, já estava gravada e cantada na goela do povo Barganhense, claro que tudo com o apoio da Rede-mídia, aquela que vende a bolacha salgada ou insossa, sempre acompanhada do chá que amansa neurônios e lesa o cérebro, mas não perde o passo no paço do seu passo, e som na caixa&#8230; “Musiquinha neles Barganhão”!</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong><em>“o pau que rola é o esculacho ta um tititi no palácio</em></strong><br />
<strong><em> o circo chegou no reinado trazendo animação</em></strong><br />
<strong><em> veio até mico dourado, só não veio o galo e o palhaço</em></strong><br />
<strong><em> kadê, kadê, kadê o palhaço as galinhas clamam pelo galo”</em></strong></p>
</blockquote>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Leia também</span>: <a href="http://sandracajado.com.br/2011/07/15/barganhao/"><strong><span style="text-decoration: underline;">Barganhão &#8211; Tomo I</span></strong></a></h3>
<p>&nbsp;<br />
<code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:comments href="http://sandracajado.com.br/2011/08/12/barganhao-tomo-ii/" num_posts="2" width="600"></fb:comments></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sandracajado.com.br/2011/08/12/barganhao-tomo-ii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Barganhão</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2011/07/15/barganhao/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2011/07/15/barganhao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 15:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luis Lima - Arrumador de Palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sandracajado.com.br/?p=7860</guid>
		<description><![CDATA[Por Luis Lima em Arrumador de Palavras


Tweet
Barganhão uma terra de,
Oligarcas, filhotes e puxa sacos – tomo I


Episódio: J. Spolleto, o paladino sindical e seu ágil cruzado de esquerda
contra a lábia de direita do oligarca truculento Jonh Casteleta 
 
  
 

Das lendas, contos e estórias do doutrinado Kuskuskintê, que datam da bobina do pergaminho perdido pelo tataravô de Mato-azul-do-além bem pra lá do verde, amarelo e branco, ao reino distante, situado justamente na parte onde se acaba o mapa, às margens da grande floresta dominada e grilada por quem ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por<strong> <a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/">Luis Lima</a> </strong>em <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de Palavras</strong></a></em></p>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://sandracajado.com.br/2011/07/15/barganhao/" send="true" layout="box_count" width="450" show_faces="false" font="arial"></fb:like></code><code><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://sandracajado.com.br/2011/07/15/barganhao/" data-text="Barganhão ...Por @poetaluislima em Arrumador de Palavras no #Arteecultura" data-count="none" data-via="SC_Arteecultura">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></code></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Barganhão uma terra de,<br />
Oligarcas, filhotes e puxa sacos – tomo I</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><img class="aligncenter" title="Barganhão" src="http://i55.tinypic.com/2v7ykr7.jpg" alt="Arrumador de Palavras" width="320" height="314" /><br />
</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Episódio: J. Spolleto, o paladino sindical e seu ágil cruzado de esquerda</em></strong><strong><em><br />
</em></strong><strong><em>contra a lábia de direita do oligarca truculento Jonh Casteleta</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<blockquote><p><strong><em><br />
</em></strong><em>Das lendas, contos e estórias do doutrinado Kuskuskintê, que datam da bobina do pergaminho perdido pelo tataravô de Mato-azul-do-além bem pra lá do verde, amarelo e branco, ao reino distante, situado justamente na parte onde se acaba o mapa, às margens da grande floresta dominada e grilada por quem tomou de posse desde as entradas, e sem licença nenhuma; pra depois, mais fechado que a mão de Zé avarento, se debruçar para fazer as leis e, que se diga de passagem, sempre rodeado de testemunhas “bajuladores”, espécies oriundas de todos os cantos sinistros da bolsa escrotal. Coisas que se proliferam na velocidade em que se aprisionam os jumentos, até os dias de hoje e que, também, são conhecidos como puxa sacos&#8230; Oh raçazinha sanguinolenta da peste ensebada! Só matando na unha! </em></p>
<p><em>Pois bem, estamos tratando do reino da República Federativa do Barganhão: terra do olho gordo, do só-serve-se-for-de-marca, produto do ano, cúpula dos oligarcas, ou seja, senhorio, coronel, donos de quase todos os sistemas de comunicação, patronos de televisão, rádio e até de correspondências manuais já inseridas na tarja com código de barra da era rede digitalizada “laser-lesa”. Aquela que lesa o bolso, com ou sem carteira, e ainda causa uma leseira, uma calma de doido, que logo adiante será relatada. </em></p>
<p><em>Pois é, voltando ao assunto, olha que tem etiqueta de oligarca para todos os tipos e gostos: oligarca come quieto, de lucro rápido, visse! Rápido que nem sarna de cachorro, e fácil que nem sarnambi no prato de pobre! Ah! Tem, também, oligarca truculento. Esse tipo, ganha tudo na mão grande, mas tem a inconveniência de carregar o fardo da ficha suja! Tem outro, o oligarca dissimulado, que pega de pouquinho em pouquinho, mas quando almeja coisa grande&#8230; Humm! Mela-se todo! Aí vira alvo fácil&#8230; </em></p>
<p><em>E são tantos outros arrimos que até se perde a linha pela falta de dedos leves para contar. Mas, também, pra enfrentar o povo brabo de lá daquelas bandas, tem que ter saúde de ferro e aquilo roxo. É por, isso então, que tem que ser na base do pai-jura-que-tudo-sara. Não é brincadeira, não! Ainda bem que isso não é o tempo todo; só acontece de dois em dois anos, pois chega a época das eleições, pense na loucura! O bicho pega daqui, pega de lá, pega de todo lado, parece um pardieiro, um cabaré dos infernos. Corre num tome-e-me-dê, e é mão no bolso, na bolsa, é dedo na cara: uma esculhambação total&#8230; </em></p>
<p><em>Mas, nunca é tarde para sermos justos em lembrar e afirmar sobre a incansável luta travada por J. Spolleto: um cabra franzino, peso pena, um esquerdista renomado, encarnado de nascença, remanescente do estratégico grupo de combate da colina do maestro, que era liderado pela dupla de dois Fielastro e Sãotuchê; mas que nunca ganhou nada, e também nunca perdeu; até porque para perder é preciso primeiro ganhar, já dizia o velho sábio provérbio do mestre Kuskuskintê! </em></p>
<p><em>E que se diga, também, nunca fugiu da luta, ainda que fossem sempre batalhas de goela, o bicho era osso duro de roer! O único detalhe que se podia cobrar do paladino era a eterna ausência de uma revolução armada, até porque ele era fraquinho no quesito mão no gatilho, o único gatilho que ele tirava de letra era o de botar a boca no trombone sem vara, o que é sempre bom destacar, contra o maldito arrocho salarial imposto à classe trabalhadora por um oligarca-mor conhecido por centenas de outros reinos. Esse sabia como poucos assobiar e chupar o sangue da classe operária. </em></p>
<p><em>Cabe, também, lembrar de um famoso e notório debate travado entre J. Spolleto e o oligarca truculento Jonh Casteleta, que carregava a fama de comer criancinhas: um verdadeiro jumento sentado que usava de sua ardilosa retórica &#8211; meu nome é trabalho; eu faço ruas, faço adjacências e o capeta a quatro&#8230; Jargão de uso muito comum entre as oligarquias predominantes e que por ironia maior do destino, os ditos cujos não se refletiam diante do espelho. Sobrou para as herdeiras do trono a famosa lenda: “espelho, espelho meu” e piririm, piririm, piririm, pororó, pororó, pororó. </em></p>
<p><em>Discurso que era rebatido pelo clássico soado de goela do heróico companheiro das lutas de classe, J. Spolleto, que num rompante, trazia à tona o episodio brutal sobre a ordem de mando do oligarca, executado pela milícia à base de fanta, que não era nem de uva ou laranja, e, sim, de paulada e bogs-de-com-força na futura classe trabalhadora, que ainda estava no ensino médio. Coisa que o truculento oligarca fazia questão de minimizar dizendo que J. Spolleto estava muito exaltado e que ele não lhe estava reconhecendo. Coisas que acontecem com muita freqüência nos reinos conduzidos por oligarcas e seus fiéis, bainhas e pela-sacos, “profissional diplomado”, como costumam encher a boca para dizer muitas vezes, sem dentes. </em></p>
<p><em>Bem, no mais, é um povo descansado por demais, lesado por uma leseira tamanha, lembra! E olha que há milhas de léguas dá até para se escutar o ranger das escápulas no balançar das redes! E o chiado aumenta mais entre 12 e 14 horas&#8230; Também, é uma fartura de dar gosto principalmente aos afiliados da seita quantitativa: “te dou (x+2) tu me devolve (1+x)”; equação que sempre dá certo, pois o fechamento da contabilidade fica por conta de outros agregados do sistema feudal&#8230; e pro resto dos que ficam de fora: “musiquinha neles Barganhão”!</em></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>Leia também :<a href="http://sandracajado.com.br/2011/07/01/o-andarilho/"><span style="text-decoration: underline;"><strong> O andarilho</strong></span></a><br />
</em></p>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:comments href="http://sandracajado.com.br/2011/07/15/barganhao/" num_posts="2" width="600"></fb:comments></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sandracajado.com.br/2011/07/15/barganhao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O andarilho&#8230;</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2011/07/01/o-andarilho/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2011/07/01/o-andarilho/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Jul 2011 15:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luis Lima - Arrumador de Palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sandracajado.com.br/?p=7649</guid>
		<description><![CDATA[Por Luis Lima em Arrumador de Palavras


Tweet



O andarilho, porque caminhar abre caminhos&#8230;
Certa vez, surgiu como causo contado que numa pá de conversas sem dono &#8211; dessas que partem de uma boca que fala do mundo todo para depois se alastrarem pelas outras bocas de todo mundo, e que por fim passam a falar pelo vasto mundo inteiro &#8211; sobre um solitário andarilho que trazia consigo uma certa dificuldade em falar das suas constantes girações; mas, em contra partida tinha uma fácil habilidade, peculiar, de escrever, que passou a fazer da ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/"><strong>Luis Lima</strong> </a>em <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de Palavras</strong></a></em></p>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://sandracajado.com.br/2011/07/01/o-andarilho/" send="false" layout="box_count" width="450" show_faces="false" font="arial"></fb:like></code><code><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://sandracajado.com.br/2011/07/01/o-andarilho/" data-text="O andarilho... por @poetaluisma em Arrumador de Palavras no #Arteecultura" data-count="none" data-via="SC_Arteecultura">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></code></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><img class="aligncenter" title="Andarilho" src="http://i55.tinypic.com/16093zs.jpg" alt="" width="380" height="221" /><br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: center;"><strong><em>O andarilho, </em></strong><em>porque caminhar abre caminhos&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Certa vez, surgiu como causo contado que numa pá de conversas sem dono &#8211; dessas que partem de uma boca que fala do mundo todo para depois se alastrarem pelas outras bocas de todo mundo, e que por fim passam a falar pelo vasto mundo inteiro &#8211; sobre um solitário andarilho que trazia consigo uma certa dificuldade em falar das suas constantes girações; mas, em contra partida tinha uma fácil habilidade, peculiar, de escrever, que passou a fazer da sua mão a extensão do coração, e por cada batida dada, dava aceleramento a sua mente descomedidamente, mente&#8230; </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Conta-se, através de tantas estórias, sobre um longínquo vilarejo lá pra bandas de uma das mais belas e imensas florestas de bio-eco-densidade de vida para formação de todo e qualquer tipo de outras vidas imaginárias; um esconderijo encravado, guardado como cisco na unha de terra, dentro do miolo desconsertante do pensamento no reservado comum ar comum, na área de quina ao beiço, bem no beiral do eixo das engrenagens ficto-galácticas, dos confins sem o menor fim da realidade alheia, mais pra lá do fora de alcance de qualquer estatistica irrelevante, até mesmo daquelas tais profecias que nós-tardamos, por questão da força do mais nunca do menor, do menos; todavia sempre a querer mais e mais&#8230; Ser o maior dos grandes, na base do tudo ou nada, proliferando um estado inoperante, com tendências elitistas de imperativos desmandos&#8230; </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Mas que um dia “nóis há de drobá” essa crina, nem que seja na base da “toba de supapo na caçuleta”, “nóis inda hemo” de chegar por lá num sei lá “donde” ou quando, mas, de certo que “nóis” um dia chega&#8230; Bem menos que se possa esperar antes mesmo do piscar cintilante dos cílios, pelo brilho dançarino do olhar&#8230; Pois bem, foi por ali, nesse desatino emaranhado das dissertações, que se ouviu falar desse tal andarilho, que por força dos descálcios irresponsáveis, dos donos das guelas eletrônicas de sussurros tele-guiados, luz de boca aos ouvidos, é que o nosso tal andarilho passou a ter um lendário e descomunal tamanho com poder de cuspir balões de fogo, feito dragão alado no ar. Ainda mais, podia esmagar dezenas de mamutes mutantes num estalo de dedos; e tem mais, tinha uma secreta explosão de bufa de colossal essência famigerada; e mais ainda, tinha o costume de usar as presas e garras dos enormes tigres com dente de sabre para lhe servir de coçador da sua longa barba que crescia a perder de vista&#8230; A cada estória contada pelo sotaque vero, vero de maior veracidade possível, num voraz um a um de uma a uma pela formação de todas as bocas com ou sem idoneidade dentária contratual, numa contextualidade para-virtual, “plim, plim” na bestificação de um arrimado, desarrumado povo hipnotizado pelo talento, tô lento, tou quase parando&#8230; Paaaaaaaaaaaarei! </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Porque tudo pára na total e desanimadora falta de qualquer recurso, imposta pela dança dos politiqueiros, juntamente com o que se pode nombrar de poder dos cabarés midiáticos que arranham se arrastando nos céus com suas redes de antenas geradoras de sonhos miseráveis&#8230; O que faz dessa minha nossa estória uma fabulosa lenda! Justamente pela ausência total das tal e tais, das mal e mais ditas reais provas&#8230; <strong>“enfim, quem precisa de prova é o sacro santo saco do reino das abobrinhas”. </strong>Já nós, apenas nos baseamos pelo errante caminhado curto em passos descontinuados que só seguem os que realmente estiverem provido de alma, justamente para não atrair passos continuados feitos por tantos rotineiros que apenas fazem da vida um pé de pano para enrolar suas línguas ou para fazer um amarrado qualquer que lhes sirva de brasão; mas, acabam mesmo é por servir de combustivel do fogo para aquecer as longas e congelantes jornadas noturnas do incansável andarilho&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“na desordem da calada da noite, pauta-se aos gritos a ordem do dia”</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Muito se há por saber desse mago andarilho, mas não vão ser estas linhas de agora que vão revelar. Quiçá um dia, surja numa nuvem de fumaça um contador de estórias dessas com narrativas contagiantes sempre recheadas de indignações, para serem semeadas nos mais abertos pensamentos possíveis dos seres de boa vontade; que não tragam em si a torta inveja que tortura a pobre e pequena alma, pois como já disse o sábio mestre e profeta Pessoa: <strong>“tudo vale a grandeza da alma”</strong>&#8230; Aos fracos de espíritos que se deixam levar por quaisquer enfeites gestuais, beleza por beleza belzebú já foi arcanjo&#8230; Consta nos proclamas dos pergaminhos que ecoam pelas trombetas do apocalipse&#8230; Aos que pra subir no muro do que pensam achar ser felicidade, tenham que pisar em centenas de semelhantes, desfazendo o lirismo poético de um arrumador de palavras que diz ao cantar: <strong>“meu bem acabe com essa ansiedade e acenda feliz a cidade que a felicidade a gente escreve com giz”</strong>&#8230; Entre mais e outras mais e mais&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Talvez esse, como outros tantos andarilhos, tenha mesmo que se resguardar na completa solidão de suas caminhadas, porque caminhar abre caminhos, e se antes os torpes já calavam a vida, hoje eles matam a voz&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Abro aqui um espaço para um poema de um irreverente andarilho do alto dos seus vinte e tantos longos passos pela vida&#8230;</em></p>
<p><em> </em></p>
<blockquote><p><em>um ruído à perspectiva social<br />
um gemido parasita e irracional<br />
seguido de um subsidio emocional, supérfluo e constitucional.<br />
produzido por um involuntário mensal.<br />
cai nos verbos e substantivos em rede nacional.<br />
rompe os adjetivos e os conceptivos do mundo mineral.<br />
relaciona e nos converte a um contexto de relação interpessoal.<br />
todos nós fazemos parte de um módulo animal.<br />
todos nós fazemos parte de um nódulo continental.<br />
interrompido e parido de uma forma escrotal.<br />
quebra os ossos, rasga a pele da vida matrimonial.<br />
suga gozos e contextos de uma ligação excepcional<br />
um grito paralisa uma missa dizendo que lá está o mal.<br />
uma criança com fome na barriga, só come bolacha de água e sal.<br />
todos nós iremos dizer frases e soluções de coisa e tal.<br />
todos nós fizéssemos bem uns aos outros nunca iríamos viver nesse caos.<br />
um amigo simplesmente te abraça e chora contigo um fundamento original.</em></p>
<p><em>Leonardo Martins</em></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>Leia os artigos do Mestre <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de Palavras</strong></a><br />
</em></p>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:comments href="http://sandracajado.com.br/2011/07/01/o-andarilho/" num_posts="2" width="600"></fb:comments></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sandracajado.com.br/2011/07/01/o-andarilho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pra você, são meus os seus&#8230;</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2011/06/17/pra-voce-sao-meus-os-seus/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2011/06/17/pra-voce-sao-meus-os-seus/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 15:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luis Lima - Arrumador de Palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sandracajado.com.br/?p=7482</guid>
		<description><![CDATA[Por Luis Lima em Arrumador de Palavras



Tweet


Pra você, são meus os seus&#8230;
Atenção senhoras e senhores tripulantes dessa tão nossa nave terra brasilis, com ou sem destino marcado, portadores de bilhetes qualquer cor, após o sinal abstrato da intuição,  declaro abertas todas as fronteiras da imaginação&#8230; Sempre lembrando que na imaginação a liberdade consiste em ser e estar por todo e qualquer lugar, em seguir pelo seu ou por qualquer outro sonho de felicidade&#8230; O sonho é ponto de parada obrigatória para qualquer realidade. Soltem as mentes, apertem os medos e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por<strong> <a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/">Luis Lima </a></strong>em <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de Palavras</strong></a></em></p>
<p style="text-align: right;">
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href=" http://sandracajado.com.br/2011/06/17/pra-voce-sao-meus-os-seus/" send="false" layout="box_count" width="450" show_faces="true" font="arial"></fb:like></code><code><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://sandracajado.com.br/2011/06/17/pra-voce-sao-meus-os-seus/" data-text="Pra você, são meus os seus...Por @poetalislima em Arrumador de Palavras no #Arteecultura" data-count="none">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></code></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><img class="aligncenter" title="guilherme" src="http://oi56.tinypic.com/2ylskcw.jpg" alt="filho amado" width="414" height="310" /><br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Pra você, </em></strong><em>s</em><em>ão meus os seus&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Atenção senhoras e senhores tripulantes dessa tão nossa nave terra brasilis, com ou sem destino marcado, portadores de bilhetes qualquer cor, após o sinal abstrato da intuição,  declaro abertas todas as fronteiras da imaginação&#8230; Sempre lembrando que na imaginação a liberdade consiste em ser e estar por todo e qualquer lugar, em seguir pelo seu ou por qualquer outro sonho de felicidade&#8230; O sonho é ponto de parada obrigatória para qualquer realidade. Soltem as mentes, apertem os medos e boa viagem&#8230; Em algum lugar do passado onde não estive um dia, de corpo presente, permito-me estar, hoje, seguindo por estas presentes linhas de um jovem audaz aprendiz das tecnolingustações da palavra. Um corajoso cidadão do mundo! Alguém que, por muito tempo, seguiu os meus passos e que, agora, tem como apredizagem os novos passos da independência. É por essas e outras que tenho por  honra, orgulho e satisfação, trazer comigo a sua carta de rota que me serve de roteiro!</em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Hoje, 13/05/2011</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Voo de Oslo para Ålesund</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>19:10 – 20:05</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Empresa: SAS</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nº voo: SK1330</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Estadia em Ålesund, no Hotel Rica Parken.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Ålesund é conhecida como a bela cidade Art Nouveau ou, pura e simplesmente, pela capital do bacalhau. “Eis que sou um legítimo navegante da esquadra cruzmaltina”. Ålesund é um arquipélago, como quase todas as cidades da costa oeste da Noruega, e é uma cidade “sobre o mar”, como Veneza. Além disso, é a porta de entrada para o fjord mais bonito, Geiranger, que em breve vamos conhecer!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sairemos de Ålesund na noite entre sábado e domingo. O ônibus parte de Ålesund para Bergen, às 11:00 do dia 15/05, passando por três ferries, que cruzarão fjordes. A viagem nesse ônibus dura cerca de 9h, então chegaremos em Bergen às 20:15.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Em Bergen, ficaremos no Neptun Hotel, Bergen trata-se de uma outra bela cidade de plena organização em todos os sentidos. Uma parte da nossa tripulação ficara por aqui. E o restante seguirá em direção a Ålesund…</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Segunda, pela manhã, tenho esperança de conseguirmos um tour que nos levara de volta pra Oslo passando por dois outros fjordes. Esse tour é relativamente famoso, se chama “Norway in a nutshell” (Noruega em poucas palavras). Se conseguirmos, embarcaremos cerca de 8:00 e chegaremos em Oslo às 22:00, onde teremos novas reservas no Grand Hotel Rica, que é onde estamos agora.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Terça é o dia nacional; é o feriado mais importante e comemorado da Noruega! Nosso hotel é na rua principal, ou seja, estaremos no meio da festa!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Com um pouco de sorte, vamos ver o Rei e a Rainha, porque o palácio real fica a 3 quadras do hotel, na mesma rua, chamada “Karl Johans gaten”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No próprio dia 17/05 voaremos de volta para Paris e ficaremos por lá até o dia 21 de noite, quando voltaremos pro Rio. Chegaremos no Rio domingo de manhã. Em seguida, os detalhes dos voos.</em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Voo de Oslo para Paris</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>19:10 – 21:35</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Empresa: Air France</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nº voo: AF2375</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Voo de Paris pro Rio</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>23:20 – 05:20</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nº voo: AF442</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Royal Norwegian Consulate General</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Innovation Norway Rio de Janeiro Office</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Hoje, não sou meu eu de arrumador de palavras&#8230; Sou o meu eu de apenas um pai coruja, ao mesmo tempo sou eu filho do meu filho&#8230; Hoje, confesso que minha emoção não tem dimensão, e devo confesar também que pra falar desse tal Guilherme eu quero que toda e qualquer dimensão vá&#8230; Bem, talvez se possa pensar que aos vinte anos qualquer um faz um tour a trabalho como este, no entanto eu prefiro acreditar na magica capacidade desse belo aprendiz das línguas, já com titulo de formado; desse desbravador de continentes a passos gigantes&#8230; A ti, todas as minhas reverências de tão eterno aprendiz que sou desses teus novos passos, sou o maior fã dessa tua garra de menino-homem de ser por ser sempre mais&#8230; Agradeço por me permitir viajar por tuas próprias palavras. Agradeço mais;  agradeço pela oportunidade de ser teu pai&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Bjos. no coração, abraços de bom fim de semana!</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Kind regards,</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>por, <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>#arrumadordepalavras</strong></a> pela, <a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/"><strong>#mentedegiração</strong></a></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Sobre a Carta de rota Sir Guilherme Mendes, 20 anos, Trainee&#8230;</em></p>
<p style="text-align: left;"><em> </em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Ou apenas meu&#8230;</em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>pra você, meu amigo</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>pra você, meu filho, meu pai</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>pra você, meu jornal em linhas tortas</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>pra você, minha emoção, meu abstrato</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>pra você, meu amigo</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>pra você, meu filho ,meu pai</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>pra você, meu mundo em arte imaginação</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>pra você</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>meu tempo de paz</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>meu tempo de pai </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>meu tempo a mais</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Pra você</em></strong><em> – poema/música de Luis Lima, 2010.</em></p>
</blockquote>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:comments href="http://sandracajado.com.br/2011/06/17/pra-voce-sao-meus-os-seus/" num_posts="2" width="600"></fb:comments></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sandracajado.com.br/2011/06/17/pra-voce-sao-meus-os-seus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não basta&#8230;</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2011/06/03/nao-basta/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2011/06/03/nao-basta/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 15:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luis Lima - Arrumador de Palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sandracajado.com.br/?p=7292</guid>
		<description><![CDATA[Por Luis Lima em Arrumador de Palavras





Tweet
Não basta&#8230;
 
Sou um gero da corda do rebento. Um amador para as minhas tecnogirações pelo universo. Um dia eu fui uma fera e num passe de magia de boca, hoje, me transformei numa esfera; pronta para girar. Sou a parte que me cabe em todas as partes que dão partida às engrenagens de todos os rolamentos da imaginação. Giro na giração dos cata-ventos, pela rotação dos girassois, pelo ciclo sinfônico do tempo, no circuito alardeante dos átomos! Sigo voando, rodando, caminhando, nadando a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/"><strong>Luis Lima</strong></a> em <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de Palavras</strong></a></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><img class="aligncenter" title="Não basta" src="http://i55.tinypic.com/m9yjio.jpg" alt="Arrumador de palavras" width="375" height="282" /><br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: right;">
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://sandracajado.com.br/2011/06/03/nao-basta/ " send="false" layout="box_count" width="450" show_faces="true" font="arial"></fb:like></code><code><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://sandracajado.com.br/2011/06/03/nao-basta/" data-text="Não basta ...Por @poetaluislima em Arrumador de Palavras no #Arteecultura" data-count="none" data-via="SC_Arteecultura">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></code></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Não basta&#8230;</em></strong></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sou um gero da corda do rebento. Um amador para as minhas tecnogirações pelo universo. Um dia eu fui uma fera e num passe de magia de boca, hoje, me transformei numa esfera; pronta para girar. Sou a parte que me cabe em todas as partes que dão partida às engrenagens de todos os rolamentos da imaginação. Giro na giração dos cata-ventos, pela rotação dos girassois, pelo ciclo sinfônico do tempo, no circuito alardeante dos átomos! Sigo voando, rodando, caminhando, nadando a favor da brisa dos ventos, dos sábios caminhos, das correntezas dos rios e dos mares. Sigo ao encontro de todos os desacostumes. Sei que aprendi a seguir! Como também sei que sigo não apenas por seguir, como quem segue guiado por rédeas, enrredado às ditadas normas e leis, ou por ser mais um entre milhões. Se algumas vezes remei de contra o tempo, com o mesmo tempo aprendi, também, que há um imenso vazio na alma dos que vagam sem saber! </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Entre o frágil “contra todos e contra ninguém, na espera do que vai acontecer”, eu prefiro seguir os sólidos passos por cada compasso dos versos do grande mestre  Geraldo Vandré: “caminhando e cantando, como os que sabem fazer as horas e não esperam acontecer”. Assim sou e assim vou, como um ser de todas as diferenças possíveis. Ninguém é igual a nínguem! Os direitos e deveres é que são iguais para todos. Eis ai a plural questão&#8230; Para as discriminações receito toda miscigenação. Sigo a favor porque não me cabe ser do contra, não me cabe julgar nínguem, então me reservo ao direito de ser contrário, de ser diferente, de ser apenas o que sou, com as minhas opiniões de eterno aprendiz alheio aos modismos, às fáceis unanimidades, contrário às praxes dos rótulos, dos acórdãos. Um dia eu descobri o reino do faz de conta, tudo que acontecia por lá era a mais pura verdade pela via da ficção! Qualquer semelhança com o badalado reino do mundo real fica nas entrelinhas da mera coincidência. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A moral das estórias, essa fica por conta de cada um. Mas posso adiantar que não era nem mais e nem menos, era assim: “faz de conta que eles manda, faz de conta que nóis obedece”; porque ninguém aqui num é besta não! E pra todo fuinha abestado ou abastado das terras dos velhos coroneis eu trago no bolso uma caixa de doce de buriti. Justamente para essa velha modalidade que sempre se fez presente na mídia do cabaré, e que vem agora como novidade através de alguns agregados da sua seita quantitativa, qual seja: “se búli de lá, nóis bulímu daqui”. E zefini que no bule vai café. E besta é tu! E até parece que engana nóis! </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nesse reino do faz de conta tinha um outro ensinamento bom que só o diabo&#8230; É isso mesmo! Tudo que é bom é aquilo que o diabo gosta! O tal do ensinamento diz que toda religião é que precisa de fé, muita fé, e põe muita fé nisso; e que a fé só necessita de amor, do tão almejado e simples amor&#8230; Pense num dito porreta feito esse!?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Ora, não me venha com suas lógicas&#8230; Estou farto dessas somas de orgiários galopantes, de matemáticos lotéricos, apresentadas e anexadas a todo tipo de estatísticas irrelevantes que forjam resultados miraculosos, num regimento de normas e leis, sempre, destinadas aos seus próprios interesses próprios. Um verdadeiro barcará de cartas na manga. Tudo disfarsado pela tela que fala, tela que engana em forma de cordeirinhos e pastorinhas do céu, mas que sempre trazem estampados em suas primeiras capas, em seus segundos cardernos, apenas o inferno ocular da infinita exclusão. </em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><strong><em>“a lógica é como uma caixa de surpresa sem graça”</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Onde andam aqueles artistas que um dia escutei os seus cantos em nome de revoluções por mudanças? É certo que hoje ainda escuto alguns, envoltos nas distâncias, ao longo por eco, eco dos ecos. Mas, o resto eu nem sei, só sei é que vejo velhos e tantos novos formadores de bandas brancas com alma tarja preta, em meras artes por artes a restar artes, em suas desartes associadas a curto prazo às redes de longo poder&#8230; E que seguem a multiplicar bobos da corte, pobres desintegrados sem ar&#8230; </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Há uma cara lenda com cara de venda que vende a sua triste ideia dizendo que as lendas são coisas do imaginário e que só tem serventia de peso se tiver como provar. Realmente, nessa corte mundo real que se diz ser de graça &#8211; mas, que a sua única graça é a de não ter graça nenhuma, a não ser a de vender com facilidade que prova é coisa que não se pode deixar de provar. Algo assim de deveras necessidade mesmo! E é tanta coisa em fila de espera para ser provada, que tudo pára! Fica parado! Parado no tapa olho da privação dos sentidos; na parafernália das periferias; do leva quem tem e o resto se dane. Fica parado! Parado na cara do prato com cara de fome; na paralisia anestésica das lotações; nos cárceres privados domiciliares. Fica parado! Parado no aqui se faz e ninguém paga a conta, no cala-boca ao cala-bolso, no parasitismo coronelista. Fica parado! Parado num canto qualquer&#8230; E pára na falta de tempo pela preguiça total de se fazer faltar o tempo, que se perde no justo tempo para depois se achar, justamente, na mão, na justa mão da injusta justiça. Aquela que, ironicamente, é cega, mas que por tramas das tramoias, hoje, tem televisão; e tem mais, tem até dono de prova, das mais diversas, tudo dentro da mais perfeita ordem de falsidades ideológicas. Mas, que sempre conta com a ajuda do certificado selo vitalício de politicagem pública.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Já o reino do faz de conta, conta com uma sábia lenda de um lendário sábio, carimbada pela ausência de provas, mas fincada no imaginário como raízes das flores que não podem esconder suas cores, pela vertente dos rios que seguem na verdade da vida plena, fortalecendo margens, doando harmonias e acordes aos sonhos. Ensinando que não basta bastar, há algo mais por descobrir&#8230; Por um lado se vai, pelo outro se vem, nesse ir e vir dessas idas e voltas&#8230; </em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Nos basta, então, o direito da consciência pela igualdade. Nos basta o dever do reconhecimento&#8230; Para ser igual não basta o mas, não basta apenas ser, tem que acreditar ser, acretidar ser mais, acreditar ser mais e mais, e ser demais&#8230;  <strong>E aí, então, flagrar-se amor.</strong></em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>não basta estar aqui</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta dizer presente</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta fugir, mentir</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta ficar e ser ausente</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>ser ausente não basta, não basta ficar</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta sambar ao som de um jazz</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta rolar na mesma cama </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta viver o pouco mais</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta sonhar atropelando sombras</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>assombra não basta, não basta sonhar</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta só força de expressão</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta olhar se não enxerga</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta cantar qualquer canção</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não basta chorar e não molhar a terra</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>sem terra não basta, não basta chorar </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>tem que se perder nos mares da lua</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>tem que se achar nos lares na rua</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>e ai então flagrar-se amor</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>não basta</em></strong><em> – poema/música de Luis Lima, 1997.</em></p>
</blockquote>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:comments href="http://sandracajado.com.br/2011/06/03/nao-basta/" num_posts="2" width="600"></fb:comments></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sandracajado.com.br/2011/06/03/nao-basta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O contador de estória&#8230;</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2011/05/20/o-contador-de-estoria/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2011/05/20/o-contador-de-estoria/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 May 2011 15:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luis Lima - Arrumador de Palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sandracajado.com.br/?p=7068</guid>
		<description><![CDATA[Por Luis Lima em Arrumador de palavras





Tweet

O contador de estória&#8230;
 

Talvez se possa afirmar, ou até quem sabe, por fraqueza de alma, blasfemar feito tolo com o dedo em riste e com a mais pura e vã certeza de não errar, que um conto não vale nada, não dá pra nada! Nadica de nada! Porra nenhuma! Nem mesmo que fosse pra contar em matar a própria sede, pela via de qualquer um desses conta-gotas que matam de sede, e não matam sede nenhuma, ou até mesmo com as juras das ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/"><strong>Luis Lima</strong> </a>em <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de palavras</strong></a></em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong><br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: center;">
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://sandracajado.com.br/2011/05/20/o-contador-de-estoria/" send="false" layout="box_count" width="450" show_faces="false" font="arial"></fb:like></code><code><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-text="O Contador de estória por @poetaluislima em Arrumador de Palavras no #Arteecultura" data-count="none" data-via="SC_Arteecultura">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></code></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="o contador de estória" src="http://i55.tinypic.com/2uzuloy.jpg" alt="arrumador de palavras" width="364" height="272" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>O contador de estória&#8230;</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Talvez se possa afirmar, ou até quem sabe, por fraqueza de alma, blasfemar feito tolo com o dedo em riste e com a mais pura e vã certeza de não errar, que um conto não vale nada, não dá pra nada! Nadica de nada! Porra nenhuma! Nem mesmo que fosse pra contar em matar a própria sede, pela via de qualquer um desses conta-gotas que matam de sede, e não matam sede nenhuma, ou até mesmo com as juras das novenas em ritos, cantos e rezas implorando ao céu pela chuva, ou qualquer outra ajuda que seja, que faltaria, de certo, ia faltar não sei o quê? Pela gota serena da moléstia! No duro que faltaria!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sigamos&#8230; Tem quem diga que um conto é aquilo que conta, e quem conta um conto sempre marca um ponto. Conto que quanto a isso nada tenho a acrescentar! E ponto de seguimento. Contudo, todavia e acima das suspeitas de qualquer porém,  contam umas certas más línguas &#8211; aquelas que juram de pés ajuntados nunca falar nada &#8211; que todas as outras línguas dos ditos cujos ganhos de pontos por contos foram costuradas ponto a ponto, uma a uma nas bocas de cada um dos sapos, seguindo uma ordem aleatória &#8211; por mando de velhos reis oligarcas dos reinos das abobrinhas caretas – e que, por tristeza maior, nunca chegaram a príncipe. (Oh! Coitadinha das solteiras princesinhas do reino das abobrinhas&#8230;) hehehe</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pois bem, deixemos esses velhos reis picaretas de lado, para lembrar que se fosse um conto de réis, aí, então, é que a coisa seria pior. Coisa do tipo dá nó em pingo d&#8217;água, quiçá no vento, algo assim como diz os caboclos de pés rachados, de unhas encravadas a fundo nos sertões de terra batida em seus sábios provérbios: pode se sair catando ou ajuntando todas as carroças com  suas respectivas duplas de dois burros, ativos e passivos, pra varrer a poeira, do vasto universo do pensador ambulante, das cirandas de arrudeios dos alucinados, dos capinzais das vacarias de pasto magro&#8230;; que, ainda assim, não se faria e nem se seria capaz de somar um soldo, que seja, para comprar aquele punhado; isso mesmo, aquele punhadinho, cisco por cisco de terra, daquela que se ajunta na pá, pra depois jogar como pó de cobrir, tapando o buraco da última morada.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><strong><em>“nenhum conto é maior que meu canto</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>sempre que canto, conto e encanto cada canto do conto”</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Bem, para aqueles que apenas seguem os caminhos forjados pelos piegas, caricatas do reino das abobrinhas, em seus exercícios de castração do ar, o bilhete premiado é um pote de bala, a venda e o pau da cabra cega, a soma  de dois pontos com vista cercada, pra uma total incapacidade de enxergar o nascimento da esperança. Para aqueles que dançam embalados no som das musiquinhas, das barraquinhas, dos santinhos, pela imposição das cópias ditadas&#8230; A rotina será o eterno pecado, mesmo com a plena convicção de que o pecado é um dogma eclesiástico, mas, que as escolhas das rotas são sempre nossas. Ou, ainda, para os que se deixam robotizar com as promessas facilmente vendidas pelas antenas dos cabarés midiáticos, todo conto será tratado como vintém nas fotos e nos fatos das suas festas de vida fácil, que acrescentam apenas o tédio como forma de vagos arrimos. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Já, para aqueles que traçam os seus próprios caminhos, a realidade se mistura facilmente à ficção. O  sonho se atravessa como um conto pelo conto de fada, a engrandecer a alma. Devo dizer que muito pouco me interessa o que um conto pode comprar, prefiro tudo o que ele tem para contar, seja na riqueza das salivas, seja no elegante bailado das letras aladas que seguem a formar palavras, a encantar sortidos ouvidos, a exaltar o sorriso aos olhos, a libertar línguas em bocas, dando amplidão ao horizonte e fortalecendo a miscigenação das cores na raiz da existência&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Talvez um dia eu consiga me tornar um cordelista, um sábio escritor com escritas de Barros, quem sabe um mestre das tantas composições&#8230; saber cantar! Me bastaria ser um bom cantor, </em><em>não sei se me caberia ser poeta &#8211; meu mestre Manoel &#8211; tão bem como me cabe ser arrumador.  Sei que aprendi a dar asas a imaginação, a deixar em liberdade a mente de giração. Um dia lancei linha ao vento, e desde então passei a desalinhar os meus pensamentos, de certo mesmo nem sei muito bem quando descobri as palavras, mas sei que me descobri&#8230; É bem verdade que na verdade pouco sei, e muito ainda hei de aprender&#8230; </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>E hoje, por falar de conto, eu deixo o meu canto de lado pois prefiro as vestes de quem segue a contar contos, porque se um conto não dá pra nada, um contador de estória consegue não comprar o nada, mas transformar o nada na nata de tudo para nadar por todas as mentes que se perdem e se acham nesse girar, desse mundo, pelo universo conto chamado viver.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>No itinerante exercício de arrumar palavras, vou como um encantado contador de estória, seguindo, indo, indo&#8230; Cantando, ando, ando&#8230; Esse blues&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>herdeiros do nada proletários da sé</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>órfãos do kashmir bombas de maomé</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>romeiros sem rumos puros e viciados</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>credores da fé submissos e revoltados</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>herdeiros do nada voluntários da xepa</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>órfãos da utopia filhos de mãe proveta</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>servos e donos do mundo fariseus e favelados</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>retratos do nós tardamos proféticos e alucinados</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>seres abissais das marquises nagô da dor candomblé</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>portadores de todas as pestes marcados mais do que rês</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>escravos de jó prisioneiros do carma</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>teus deuses endividados vos oferecem migalhas</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>eu canto esse blues aos que sofrem o açoite</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>aos que a luz do neon iluminam as noites</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>eu canto esse blues aos que sentam porradas</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>aos que espalham terror no lixo da madrugada</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>religião é necessidade verdade é filosofia</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>há mais por dizer que a mera ficção anuncia</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>nos anais da história sempre esteve escrito</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>robin hood era herói nunca foi bandido</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>ele toma dos pobres e dá para os ricos</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>a burguesia fede, fede a burguesia</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>burguesia fétida blues fat dá asía</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>blues hard &#8211; the blues fat</em></strong><em> – poema/música de Luis Lima, 1996</em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de Palavras</strong></a><br />
</em></p>
</blockquote>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:comments href="http://sandracajado.com.br/2011/05/20/o-contador-de-estoria/" num_posts="2" width="600"></fb:comments></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sandracajado.com.br/2011/05/20/o-contador-de-estoria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ah! O amor&#8230;</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2011/05/06/ah-o-amor/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2011/05/06/ah-o-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 May 2011 15:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luis Lima - Arrumador de Palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sandracajado.com.br/?p=6830</guid>
		<description><![CDATA[Por Luis Lima em Arrumador de Palavras




Ah! O amor, esse incomensurável sentimento&#8230;


Devo confessar que não sei tudo, mas sei exatamente tudo o que sei, em cada detalhe de tudo que aprendi. Também devo confessar que é fácil ser aprendiz, difícil mesmo é explicar seja lá o que for, até o que sei&#8230; Então o que sei é que não sei explicar quase nada&#8230; Nesses ultimos dias estou em modo de muda, em plena mudança. Pouco escrevo, na verdade, nada escrevo&#8230; É como se estivesse captanto no ar muito em nada, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <strong><a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/">Luis Lima</a> </strong>em <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de Palavras</strong></a></em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong><br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Amor" src="http://i53.tinypic.com/2d967nr.jpg" alt="Poeta Luis Lima" width="389" height="282" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Ah! O amor</em></strong><strong><em>, </em></strong><em>esse incomensurável sentimento</em><em>&#8230;</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Devo confessar que não sei tudo, mas sei exatamente tudo o que sei, em cada detalhe de tudo que aprendi. Também devo confessar que é fácil ser aprendiz, difícil mesmo é explicar seja lá o que for, até o que sei&#8230; Então o que sei é que não sei explicar quase nada&#8230; Nesses ultimos dias estou em modo de muda, em plena mudança. Pouco escrevo, na verdade, nada escrevo&#8230; É como se estivesse captanto no ar muito em nada, e ao mesmo tempo, um pouco de tudo. O que pra mim é comum, por se tratar de um exercicio diário.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pronto, para dizer que não fiz nada, escrevi dois sambas estilo canção, inspirado no mestre Lupicinio Rodrigues: pura “dor de cotovelo”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>É que eu ando meio assim, puto! Perdão pelo expresso, mas a minha sensação é um misto em palavras de repudio &#8211; como sempre &#8211; contra a tal Rede-mídia e suas afiliadas, por tratarem o amor sem o menor fundamento; e uma outra tal TV Justiça, por buscar o fundamento para o amor em meio às leis. Ora, a justiça não é cega? Então, pra que TV?! E por mais que eu siga sendo repetitivo, devo dizer que pelo largo da minha caminhada, aos poucos fui me reservando ao intocável direito de imaginar&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Eu sei que há diversos tipos de caretas: os cerceadores da expressão, os encarceradores de asas; todos em nome de suas leis. Pero no hay como interceptar los pensamientos, e como disse o grande mestre do mundo Caetano Veloso: <strong>“eu também sei ser careta”</strong>&#8230; Mas, como não é para falar desses caretas de prateleira que eu estou aqui, é que eu sigo adiante&#8230; Hoje, por pensar que não tenho muito sobre o que falar, resolvi abrir a minha oração do alto dos meus legítimos tamancos portugueses para entrar no campo simples, desse intimo e tão complexo amor. Ah! O amor, esse incomensurável sentimento&#8230; Quem sabe sobre as teorias do amor?… Atire a primeira palavra.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Devo confessar que não sei nada sobre o amor, mas para que saber do amor? Se posso apenas senti-lo. A mim, causa tamanha tristeza a forma com que se trata o amor.  Seja como moeda de um infimo mercado financeiro, num compra-se ou vende-se, numa vil facilidade de soluções; seja como se fosse paciente de um tratamento médico-psicoterapêutico qualquer,  numa veloz troca a troco de nada, que quase não se sente, que nada se sente, tão pouco se vê, então se contenta por achar que tudo se sabe&#8230; Há de se preencher a vida, não cabe limitar o plural, há de se cuidar das palavras, para que não se fechem os caminhos. Mais ainda: há de se sentir mais a singular expressão da arte do sábio mestre Manoel de Barros em enxergar que <strong>“a palavra amor anda vazia”. </strong>Há dádivas quando se tem amor&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“amor com o amor não se brinca, só ama quem ama demais”</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Devo confessar, também, que não sei se me cabe as vestes de cupido, já que ocupo  muito espaço e ponha asas para sustentar minha imaginação, mas vou fazer uso de todo e qualquer artificio de magia dos meus novos vizinhos no mundo encantado Sitio Madrigal: saci perere, cuca, mula-sem-cabeça, entre outros. Junto-me a todos em nome de um casal de amigos: dois mundos unificados ao longo de dez anos e que por obra do descuidado acaso entraram na iminencia do amor partido. Eu poderia me aprofundar por tantas histórias de grandes amores ou tambem pelos contos de fadas pelas magicas estórias de amores sem fim, mas vou fazer um pouso unico nos dois galhos mais frageis, galhos de duplas vontades, de duplos sentimentos; meus grandes, o amor pode ser um sentimento durável, mas o respeito tem que ser eterno, a vontade é algo que dá e passa, mas a boa vontade é uma necessidade humana. Tenho comigo que a melhor verdade é aquela que convem na hora, não fechem as portas, nem acenem adeus, se guardem num até breve, pra todo fim há sempre o recomeço. Canto a distância para vocês esse meu novo samba-canção&#8230;</em></p>
<p><em> </em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>*  vá ser feliz eu te deixo meus rastros</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>quem sabe um dia resolva voltar, pois é</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>se a despedida é como despir-se em solidão</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>a espera é como vestir-se de esperança</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>se ainda me tem resquicios de amor</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>cabe a reconstrução de juras partidas</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>nenhum mal é só teu</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> todo bem não é meu</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>nos ensina a vida,</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>no amor é assim</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>quando se protege o fim</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não se tem despedida</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>* </em><em>no amor é assim</em><em> – poema/música de Luis Lima, 2011</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;">
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://sandracajado.com.br/2011/05/06/ah-o-amor/" send="false" layout="button_count" width="450" show_faces="false" font=""></fb:like></code><code><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-text="Ah! O amor... Por @poetaluislima em Arrumador de Palavras no #Arteecultura" data-count="none" data-via="SC_ArteeCultura">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></code></p>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:comments href="http://sandracajado.com.br/2011/05/06/ah-o-amor/" num_posts="2" width="600"></fb:comments></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sandracajado.com.br/2011/05/06/ah-o-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Liberdade</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2011/04/22/liberdade-2/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2011/04/22/liberdade-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 14:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luis Lima - Arrumador de Palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sandracajado.com.br/?p=6505</guid>
		<description><![CDATA[Por Luis Lima em Arrumador de Palavras 



Tweet




Liberdade, um passo para imensidão&#8230; 
 
Muitas vezes me pego atado pelo emaranhado de teias tecidas em meus próprios pensamentos. Como se entrasse por um turbilhão repleto das mais diversas perguntas que nunca foram respondidas; simplesmente porque não há o menor interesse ou, talvez quem saiba, seja completamente desinteressante; pra quem, ao longo do tempo, tratou de esconder as suas caras mascaradas, por trás de uma extensa e pesada camada de óleo de peroba &#8211; num disfarce desnecessário, já que os vermes costumam ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <a href="http://sandracajado.com.br/colunas/luis-lima-2/"><strong>Luis Lima</strong></a> em <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong>Arrumador de Palavras </strong></a></em></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;"><em><strong><br />
</strong></em></p>
<p><code><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"></script><fb:like href="http://sandracajado.com.br/2011/04/22/liberdade-2/" layout="button_count" show_faces="false" width="450" font="" colorscheme="dark"></fb:like></code><code><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://sandracajado.com.br/2011/04/22/liberdade-2/" data-text="Arrumador de Palavras em: Liberdade by @poetaluislima" data-count="none" data-via="SC_ArteeCultura">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></code></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: center;"><em><strong><img class="aligncenter" title="liberdade" src="http://i52.tinypic.com/347z3ae.jpg" alt="" width="306" height="406" /><br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: right;">
<p><strong><em>Liberdade</em></strong><strong><em>, </em></strong><em>um passo para imensidão&#8230;</em><strong><em> </em></strong></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Muitas vezes me pego atado pelo emaranhado de teias tecidas em meus próprios pensamentos. Como se entrasse por um turbilhão repleto das mais diversas perguntas que nunca foram respondidas; simplesmente porque não há o menor interesse ou, talvez quem saiba, seja completamente desinteressante; pra quem, ao longo do tempo, tratou de esconder as suas caras mascaradas, por trás de uma extensa e pesada camada de óleo de peroba &#8211; num disfarce desnecessário, já que os vermes costumam burlar os avanços da medicina usando a mesma como principio básico para defender-se. Isso se estende desde a saúde, para educação, para moradia, etc. e para segurança pública, mas que nós conhecemos, mesmo, por insegurança total! Como total é a capacidade de ser incapaz&#8230; Verdadeiros usurpadores do patrimônio alheio. Alheio quanto aos seus torpes sentidos de não ter sentido e que insistem em se classificar de classe política. Caros vermes, vossas excelências não são políticos, tendo em vista que a palavra política tem em sua essência a mais bela e plena nobreza do ser.  Eu os trato como pústulas, infames ladrões! Espécies, gêneros, famílias, da ordem dos picaretas. </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Há de haver uma luz para uma revolução em nome da liberdade, que não seja essa esnobe democracia, completamente racista, e que apenas enriquece burgueses, donos de monopólios de comunicação; caçadores de recompensas, empobrecedores de alma, entre outros&#8230; Por tempos escutei esses piratas caretas em suas mídias baratas tratarem os comunistas, os socialistas, como bichos de sete cabeças. Meus caros torpes, comunismo é o regime do que é comum a todos; socialismo tem a mais linda definição: é pura poesia! Não se trata do seu capitalismo selvagem, travestido de uma demagoga democracia. Esse sim, comedor de criancinhas, eterno gerador da miséria, <strong>do achar que vem em dobro quando há muito tempo não mostra nada&#8230;</strong></em></p>
<p><em>E é justamente nesse embalo que abro o meu verbo e disparo minha saliva com direito a escarro na direção de alguns infames jornalistas: “profissionais diplomados”; bajuladores e puxadores de saco de uma Rede-mídia com afiliadas em mãos de herdeiros dos mais antigos, retrógados coronéis, delatores do sonho real da liberdade. Meros jornalistas biônicos que tendem a narrar seus velados discursos capitalistas sobre sistemas de governos; que não detém o menor conhecimento. A vocês, ínfimos ordinários, deixo estampido em seus ouvidos o meu eterno grito de vida longa a Cuba&#8230;</em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>“a luta pela conquista da liberdade seria desnecessária,</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>se partíssemos do principio que já nascemos livres”</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><em>Falo assim como canto &#8211; desperto com meus gostos e desgosto destes rostos que o meu rosto já diz não, mas, a lógica opta pelo sim &#8211; tenho a triste sensação que estamos sempre nos curvando às ordens desses bandidos sem ordem, sinto que arte da minha ficção está a um passo da realidade, de que aqui tudo se pode em nome de uma lei que ninguém sabe o nome! Na historia da humanidade pode-se notar uma indecente praxe de se reverenciar os maiores assassinos do mundo. Sejam eles provenientes do império, reinado, clero e mais atualmente, repúblicas, ditaduras, democracias de capital e outros tantos&#8230; Que seguiram e seguem a matar em detrimento dos seus deuses inconstantes; em nome de um desenvolvimento mesquinho. Fúteis, medíocres herdeiros sem palavra, a terra, enfim, será o seu fim. Aos que trazem a palavra como bandeira, reverências da liberdade pela imensidão; algo assim como canta meu amigo parceiro e poeta, mestre <a href="http://sandracajado.com.br/colunas/carlos-berg/"><span style="text-decoration: underline;">Carlos Berg</span></a>: <strong>“poético é sonhar, não matar quem canta a paz pro mundo ouvir&#8230; liberdade pra falar o que se pensa&#8230; Liberdade&#8230;”</strong> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;">
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>Já aos escrotos, donos dessa zona pública:</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>* eu canto um canto ofício um canto compromisso um canto contra essa fração</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>da tribo dos espertos os vulgos fictos infectos parasitas cidadãos</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>um canto inverso a isso um canto critico anticorpo ao vicio um canto de ejaculação</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>nas caras da imprensa nos donos da fazenda ao sítio e a situação</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>um canto inverso a isso um canto critico anticorpo ao vicio um canto contra essa armação</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>das barraquinhas dos santinhos dos ditadinhos tão engomadinhos</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>dos pormenores e também maiores aos vinte e um</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>num canto de revolta eu canto em protesto eu faço manifestação ao bando de fuinhas</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>com as mesmas ladainhas pústulas zona pública imoral</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>declamo pra vocês o poema em linha reta do pessoa juntando os paus que se faz essa canoa</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>criamos esse mundo tão imundo digno de tanta sordidez, meu deus! que espécie são vocês?</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>que roubam e não são ladrões que mentem e não são vãos</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>eu tento encontrar um parecer se há bendito fruto eu quero ver</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>não quero errar mais uma vez já não sou mais seu freguês</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>* </em><em>Zona pública</em><em> – poema música de Luis Lima, 1995</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em>Artigos do <strong>Arrumador de Palavras </strong>»» <a href="http://sandracajado.com.br/category/colunas/luis-lima-arrumador-de-palavras/"><strong><span style="text-decoration: underline;">Aqui</span></strong></a><br />
</em></p>
</p>
<p><code>
<div id="fb-root"></div>
<p><script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=APP_ID&amp;xfbml=1"></script><fb:comments href="http://sandracajado.com.br/2011/04/22/liberdade-2/" num_posts="2" width="600"></fb:comments></code></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sandracajado.com.br/2011/04/22/liberdade-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

