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	<title>Sandra Cajado  Arte &#38; Cultura &#187; Samuel Vigiano &#8211; Coração Vagabundo</title>
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		<title>Os outros</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 15:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Samuel Vigiano - Coração Vagabundo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eles riem
Comem, andam, choram
Famílias constituem
Eles param,
Ficam, olham, resmungam
Às vezes, falam
Quase nunca, sorriem
Eles são,
Os outros&#8230;
Todos os dias, os outros eles serão&#8230;
Os outros são espelhos,
Por vezes, peguei me olhando num deles
Rosto espelhado pelas lágrimas
O sal das águas entupia os poros, deles&#8230;
Os outros
São apressados. Mas nem todos,
Alguns deles, desbotados, obstinados
Estão sempre espantados&#8230;
Eles me olham, sem me ver
Eles falam sem a boca mexer
Eles são e serão
Apenas os outros.
Eles estão
Sempre com a cabeça cheia
De coisas ou sabe-se lá o que
São eles, os outros do dia.
[Samuel Vigiano – Abril de 2010]
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="multidão" src="http://img62.imageshack.us/img62/4682/multidao.jpg" alt="" width="320" height="240" /></p>
<p style="text-align: center;">Eles riem<br />
Comem, andam, choram<br />
Famílias constituem</p>
<p style="text-align: center;">Eles param,<br />
Ficam, olham, resmungam<br />
Às vezes, falam<br />
Quase nunca, sorriem</p>
<p style="text-align: center;">Eles são,<br />
Os outros&#8230;<br />
Todos os dias, os outros eles serão&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Os outros são espelhos,<br />
Por vezes, peguei me olhando num deles<br />
Rosto espelhado pelas lágrimas<br />
O sal das águas entupia os poros, deles&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Os outros<br />
São apressados. Mas nem todos,<br />
Alguns deles, desbotados, obstinados<br />
Estão sempre espantados&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Eles me olham, sem me ver<br />
Eles falam sem a boca mexer<br />
Eles são e serão<br />
Apenas os outros.</p>
<p style="text-align: center;">Eles estão<br />
Sempre com a cabeça cheia<br />
De coisas ou sabe-se lá o que<br />
São eles, os outros do dia.</p>
<p style="text-align: center;">[Samuel Vigiano – Abril de 2010]</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ela</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2010/07/16/ela-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 15:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Samuel Vigiano - Coração Vagabundo]]></category>

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		<description><![CDATA[

Um pensamento,
Deliberadamente inconsciente.
Entusiástico, poente enigmático. Pensamento.
Um pensamento, de certo modo, persistente.
Ela, por um traço facial,
Denotava certo contentamento.
Um pensamento, tanto aplausível.
Ali estava, perigo mortal.
Ele a sentia com o pensamento&#8230;
Ela: a que  dele furtava os pensamentos&#8230;
Dali, à posteridade e o porvir,
Encantado, consumado e selado
Uma peripécia matinal,
Fisgado o pensamento e quebrado silêncio.
Partiu armado até os dentes: empunhava um recado.
Golpes mesclados de lirismos,
Intangíveis.
Métricas encenadas com encantos sonoros.
Vibravam as cordas carnais,
A flecha letal. Nascera um casal&#8230;
Indefesa e fora de combate, ficara
Agora, dele um pedaço vital levava.
Um verde brilho por ele olhava, Ela.
Agora Ela é uma ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="imagem" src="http://img17.imageshack.us/img17/1366/ilencoin2002francinevan.jpg" alt="" width="257" height="320" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Um pensamento,<br />
Deliberadamente inconsciente.<br />
Entusiástico, poente enigmático. Pensamento.<br />
Um pensamento, de certo modo, persistente.</p>
<p style="text-align: center;">Ela, por um traço facial,<br />
Denotava certo contentamento.<br />
Um pensamento, tanto aplausível.<br />
Ali estava, perigo mortal.<br />
Ele a sentia com o pensamento&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Ela: a que  dele furtava os pensamentos&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Dali, à posteridade e o porvir,<br />
Encantado, consumado e selado<br />
Uma peripécia matinal,<br />
Fisgado o pensamento e quebrado silêncio.<br />
Partiu armado até os dentes: empunhava um recado.</p>
<p style="text-align: center;">Golpes mesclados de lirismos,<br />
Intangíveis.<br />
Métricas encenadas com encantos sonoros.<br />
Vibravam as cordas carnais,<br />
A flecha letal. Nascera um casal&#8230;<br />
Indefesa e fora de combate, ficara<br />
Agora, dele um pedaço vital levava.<br />
Um verde brilho por ele olhava, Ela.<br />
Agora Ela é uma poesia.<br />
Uma poesia marcada na pele dele.</p>
<p style="text-align: center;">[Samuel Vigiano – julho de 2010]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quando</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2010/07/02/quando/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2010/07/02/quando/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 15:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Samuel Vigiano - Coração Vagabundo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quando eu sorrir,
Quero que você também sorria,
Por que é meu coração que diz “Oi” pro seu.
Quando eu te olhar,
Quero enxergar-me
Dentro da menina dos teus olhos
Quando eu suspirar,
Quero que respire meu ar quente
Quando eu fechar os olhos,
Quero te ver a me olhar
Quando te tocar,
Que seja feito cego lendo braile.
Quando te beijar,
Que seja fulminante como um relâmpago,
Que seja feito “vistas escuras”,
Como balão de oxigênio doce.
Quando eu te soltar,
Que saia de mansinho, sem se despedir e
Que volte, entre sem pedir licença.
Quando me abraçar,
Que o mundo pare e eu ouça&#8230;
O som doce e melancólico ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="imagem" src="http://img820.imageshack.us/img820/2337/uneaile1991francinevanh.jpg" alt="" width="246" height="320" /></p>
<p style="text-align: center;">Quando eu sorrir,<br />
Quero que você também sorria,<br />
Por que é meu coração que diz “Oi” pro seu.</p>
<p style="text-align: center;">Quando eu te olhar,<br />
Quero enxergar-me<br />
Dentro da menina dos teus olhos</p>
<p style="text-align: center;">Quando eu suspirar,<br />
Quero que respire meu ar quente</p>
<p style="text-align: center;">Quando eu fechar os olhos,<br />
Quero te ver a me olhar</p>
<p style="text-align: center;">Quando te tocar,<br />
Que seja feito cego lendo braile.</p>
<p style="text-align: center;">Quando te beijar,<br />
Que seja fulminante como um relâmpago,<br />
Que seja feito “vistas escuras”,<br />
Como balão de oxigênio doce.</p>
<p style="text-align: center;">Quando eu te soltar,<br />
Que saia de mansinho, sem se despedir e<br />
Que volte, entre sem pedir licença.</p>
<p style="text-align: center;">Quando me abraçar,<br />
Que o mundo pare e eu ouça&#8230;<br />
O som doce e melancólico do seu peito.</p>
<p style="text-align: center;">Quando eu te amar,<br />
Que seja de pés descalços,<br />
De alma nua e corpo despido.</p>
<p style="text-align: center;">Quando eu sentir frio,<br />
Que deixe me entrelaçar nos seus cabelos e<br />
esconder-me em teu vestido.</p>
<p style="text-align: center;">E quando, porventura, tudo acabar,<br />
Que não me deixe te amar&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">[Samuel Vigiano – Maio de 2010]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A POESIA</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2010/06/18/a-poesia/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2010/06/18/a-poesia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 15:05:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Samuel Vigiano - Coração Vagabundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhece a poesia?
Poesia é tudo isso que vês.
É tudo que sente na tua pele.
Tudo isso que seguras, que esquenta tuas mãos.
É poesia.
Ouves a poesia?
Ela está no estalo da mão marcando tua pele.
No teu agudo gemido.
Na dor de ter prazer.
Não viu a poesia?
Está nos teus pensamentos, mesmo que inconscientes.
Quando te faz o grito suster
Está nos teus mamilos enrijecidos.
Está nos teus desejos inconsistentes.
A poesia?
Faz tudo.
Tua dor e teu prazer.

[Samuel Vigiano] &#8211;  Junho de 2010
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Conhece a poesia?<br />
Poesia é tudo isso que vês.<br />
É tudo que sente na tua pele.<br />
Tudo isso que seguras, que esquenta tuas mãos.<br />
É poesia.</p>
<p style="text-align: center;">Ouves a poesia?<br />
Ela está no estalo da mão marcando tua pele.<br />
No teu agudo gemido.<br />
Na dor de ter prazer.</p>
<p style="text-align: center;">Não viu a poesia?<br />
Está nos teus pensamentos, mesmo que inconscientes.<br />
Quando te faz o grito suster<br />
Está nos teus mamilos enrijecidos.<br />
Está nos teus desejos inconsistentes.</p>
<p style="text-align: center;">A poesia?<br />
Faz tudo.<br />
Tua dor e teu prazer.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="desejo" src="http://img3.imageshack.us/img3/5623/desejol.jpg" alt="" width="213" height="320" /></p>
<p style="text-align: center;">[Samuel Vigiano] &#8211;  Junho de 2010</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Olhar</title>
		<link>http://sandracajado.com.br/2010/06/04/o-olhar/</link>
		<comments>http://sandracajado.com.br/2010/06/04/o-olhar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 15:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Cajado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Samuel Vigiano - Coração Vagabundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Meus cumprimentos aos amigos do Sandra Cajado Arte &#38; Cultura.

Parecia a segunda parte que o toureiro executa, não prevista pelos Espectadores
Do trivial olhar, do relance e casual contemplar, sobreveio o “olhar”.
Era aquela comunicação direta onde desejava ele enxergar seu reflexo na menina dos olhos dela.
Queria penetrar a retina, chegar ao cérebro e como uma mensagem deste, percorrer todo o sistema nervoso dela.
Queria sentir, telepaticamente, cada fio de cabelo se arrepiando como se fosse um vento visível se aproximar…
A temperatura do corpo dela… Ele queria sentir através do seu olhar.
Parecia terra ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Meus cumprimentos aos amigos do Sandra Cajado Arte &amp; Cultura.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="olhar" src="http://img97.imageshack.us/img97/9920/samuelu.jpg" alt="" width="224" height="282" /></p>
<p style="text-align: justify;">Parecia a segunda parte que o toureiro executa, não prevista pelos Espectadores</p>
<p style="text-align: justify;">Do trivial olhar, do relance e casual contemplar, sobreveio o “olhar”.</p>
<p style="text-align: justify;">Era aquela comunicação direta onde desejava ele enxergar seu reflexo na menina dos olhos dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Queria penetrar a retina, chegar ao cérebro e como uma mensagem deste, percorrer todo o sistema nervoso dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Queria sentir, telepaticamente, cada fio de cabelo se arrepiando como se fosse um vento visível se aproximar…</p>
<p style="text-align: justify;">A temperatura do corpo dela… Ele queria sentir através do seu olhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Parecia terra devoluta, nunca pertencida a ninguém mesmo estando ocupada…</p>
<p style="text-align: justify;">Tecidos, cores, brilhos, ouro… pele serena, lábios aveludados com minúsculas fissuras marcadas pelo leve batom.</p>
<p style="text-align: justify;">Cruzavam-se novamente os globos oculares em meios de refração.</p>
<p style="text-align: justify;">Efeito <em>bullet-time</em>…</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa fração de segundos descortinava-se o homem e a mulher.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos estavam por demasiado ocupados com seus pensamentos pra apreciarem o olhar penetrante lançado sobre ele, por sua vez, refletido…</p>
<p style="text-align: justify;">Parecia não ter fim. Um clique no pause para ser ler minuciosamente cada detalhe, cada elemento subjetivo, cada palavra estampada naquele arrostar…</p>
<p style="text-align: justify;">Ele se perdeu naquele olhar…</p>
<p style="text-align: justify;">Em meio as cerrada bordas carnudas e vermelhas, que pareciam desenhadas recentemente, despontava um tímido sorriso.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o sol manifesta seu brilho acanhado em meio a cinzas nuvens, formavam-se os traços epidérmicos da alegria.</p>
<p style="text-align: justify;">Nenhuma palavra, um olhar, muitas sensações.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela esqueceu seus olhos no dele…</p>
<p style="text-align: justify;">(Samuel Vigiano)</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Espero veemente que tenham apreciado!</p>
<p style="text-align: center;">Abraços líricos em todos vocês!</p>
]]></content:encoded>
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