Artigos listados em Suzana Martins – Rascunhando detalhes
Suzana Martins - Rascunhando detalhes »
“Eu sempre fui menina e nunca quis ser muito mais que isso porque tinha baús grandes sem chaves e lá ficavam guardadas minhas fantasias: duas asas enormes que eu vestia no fim de tarde para ir até a lua e às vezes quase me esquecia por lá…
Ouvia de longe mamãe gritando meu nome e voltava correndo. Digo: voando…
É meu norte eu sei, mas preciso repousar aqui no meu leste…”
(Trecho escrito pela Lunna Guedes para a Menina de Asas. Leia aqui)
Asas. Minhas asas. Muitas águas. Marés!
Menina de …
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Aperte o player e deixe a canção embalar essa segunda-feira de confetes e sorrisos!
E a chuvinha está caindo fina lá fora, misturando-se aos confetes deste dia! Eu olhei pela janela do meu mundo e comecei a viajar, ouvindo apenas esse barulhinho gostoso de gotas caindo no chão, no telhado, escorrendo pela janela e formando melodias de felicidade. E, por ser segunda-feira, as cores estão mais bonitas, as palavras mais vivas e a melodia é mais dançante.
A segunda-feira é mágica: se começamos bem esse dia, a semana escorre …
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Mesmo que algumas palavras, sensações ou sentimentos pareçam nulos ou estranhos até ti, saiba que sim, há sentimentos bons aqui que clamam por ti… E amarei, sentirei com mais forças para que tu sintas também…
Havia flores por todos os lados. Flores do campo, rosas vermelhas, brancas, amarelas, caídas e serenas… Canteiro de flores! Rosas que estavam felizes e que seguravam em nossas mãos e nos protegiam. Não havia espinhos. Beija-flor de flores e borboletas. Abraços! Braços que se abraçavam e se envolviam num destino que ia além dos sonhos. Pétalas …
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Não me questione!
Hoje estou dentro de mim à espera de você…
Não me perguntes nada, peço-te!
Eu ainda não sei se as palavras conseguem respirar…
Não digas nada sobre nós, suplico-te!
Eu ainda estou tentando entender onde encontro forças para lutar…
Sei apenas que quando se luta com algo que já se sabe o resultado da partida, o vencer é difícil; então fica apenas o querer em continuar a lutar e a esperar…
É tudo tão triste sem ti…
Não me mates dentro de ti, imploro-te!
Pois as únicas armas que disponho agora são: a minha cumplicidade, paciência …
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Sorrindo, com os olhos brilhando
nos descobrimos entre aqueles outros…
Eu: menina-mulher
você: apenas você, em seus olhares provocantes.
Enquanto os outros procuravam respostas em nós
nossos olhares seguiam fixos, direcionados…
Nossos olhos unidos,
na mesma direção,
seguindo apenas o eu, o você, o nós…
Sigo enroscada em meu mundo
com a minha boca sedenta,
às vezes fria…
Pés em lamaçais de desejos.
Sigo com sede…
Sede de vida,
Com fome…
Fome de amor.
Despojei os mistérios enquanto bebia sua pele,
enquanto saboreava o seu corpo
e enquanto brincava com o seu olhar…
Em certos momentos,
a água dos seus olhos, escorriam em sua face.
Eram lágrimas de desejo, lágrimas de felicidade…
Lágrimas …
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Escrevo poesias que são contos,
contos que não tem pontos,
pontos que não rimam,
rimas que têm mistérios,
mistérios que são meus.
Sou o mar aberto, poesia fechada,
livro com palavras desconexas,
detalhe na areia escrito ao sol.
Sou onda que brilha na lua
lua que enfeita o mar,
mar que tem chão de estrelas,
estrelas que têm fases,
fases que são frases.
Sou barco que flutua no oceano,
oceano que pinta o vento,
vento que derrama a tinta,
tinta que molham os pés,
pés que escrevem palavras,
palavras esquecidas na areia.
Já escrevi frases soltas e concretas,
textos que serão lidos e alguns outros
que nunca passarão de rascunhos inacabados
e …
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Não sei sobre olhares, nem palavras, sei apenas que tenho asas e quero voar!
Os olhares que investigam a paisagem são olhos curiosos que desvendam o mistério dos grandes sonhos contados ou até mesmo imagináveis.
A vida é esta descoberta que alivia, acalma e identifica os sonhos, o imaginário de todas as vontades e sonhos que existem por aí. São coisas que acontecem entre o mundo e o submundo do inconsciente.
Submundo do inconsciente?
Mas o que seriam as palavras tolas que despencam do telhado e exercitam a voz e o olhar de milhares …
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O meu olhar elegeu-te entre os demais num embalo da melodia de um tango antigo escutado entre paredes de vermelho velho. Não havia palavras naquela noite, apenas corpos que se uniam e falavam através da alma. Olhos nos olhos! Pernas que se entrelaçavam como um laço, uma fita… a expressão estava no desejo, no olhar, nos lábios, no molejo.
Os seus passos encantadores me desafiavam. Éramos um só, envoltos na sedução musical. Os acordes eram tocados em tons escarlates, num ritmo tão apaixonado que era impossível resistir-te. União de almas, desejo …
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O sorriso fingido não consegue esconder a tristeza estampada daqueles lábios mentirosos. A dor é visível. Não adianta pintar gargalhadas, muito menos colocar brilho nos olhos. A luz apagou! As máscaras escondem o medo do que é oculto. Palhaços tem olhos tristes e confusos. As interpretações de felicidade desfiam a desgraça de um coração que está inquieto. Ferida aberta.
A falta do abraço, ou o excesso dele está a ponto de imergir qualquer sensibilidade. Na falta, saudade. No excesso, hipocrisia. Algo completamente forçado contado em anedotas repetidas. O coração está rasgado …
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Foi como abraçar o passado, uma espécie de reencontro. Seus olhos brilhavam em euforia ao abrir aquela porta que era uma espécie de portal para suas ideias apreciadas e criadas em silêncio. Depois de muito tempo sem o contato com o seu mundo de cores, ela entrou em seu ateliê que continuava intacto, porém naquele momento, as suas pinturas começariam a ganhar novas formas. O tempo imerso no silêncio do lado de fora do portal foi necessário, pois novas criações e olhares diferenciados estavam por vir.
É certo que depois de …











